Durante muito tempo, consumir foi quase sinônimo de comprar coisas. Uma roupa nova, um celular novo, um móvel novo, um objeto novo para a casa, uma sacola na mão ou uma caixa chegando pelo correio.
Ainda compramos coisas, claro. Só que, aos poucos, outro tipo de desejo foi ganhando espaço: o de viver algo.
Uma viagem curta. Um show. Um jantar especial. Um festival. Uma aula diferente. Um fim de semana fora. Um passeio perto de casa. Uma experiência gastronômica. Um encontro com amigos. Um presente que não vira objeto, mas lembrança.
Esse movimento tem nome: economia da experiência. E ele diz muito sobre o jeito como as pessoas estão repensando consumo, tempo, prazer, pertencimento e futuro.
Não é que os objetos tenham deixado de importar, e sim que muita gente começou a perguntar o que fica depois da compra. Às vezes, o que fica não é uma coisa guardada no armário, mas uma história para contar.
O que é economia da experiência?
Economia da experiência é um conceito usado para falar de um tipo de consumo em que o valor principal não está apenas no produto comprado, mas na vivência que ele proporciona.
Em vez de comprar só por posse, status ou acúmulo, as pessoas passam a valorizar experiências capazes de gerar memória, conexão, prazer, aprendizado ou sensação de presença. Isso pode aparecer em viagens, eventos, restaurantes, cursos, atividades culturais, turismo local, esportes, festivais, vivências de bem-estar e até em pequenos momentos cotidianos, como tomar café em um lugar bonito ou reservar uma tarde para fazer algo fora da rotina.
A lógica não é exatamente nova. As pessoas sempre buscaram experiências. O que mudou foi o peso que elas passaram a ter nas decisões de consumo.
Segundo a Serasa Experian, 40,7% dos brasileiros pretendem gastar mais com experiências, como viagens e eventos. O mesmo levantamento aponta que 25% já relatam consumir mais esse tipo de vivência no dia a dia, o que mostra que essa não é só uma intenção distante, mas uma mudança que já aparece no orçamento e na rotina.
Por que as experiências ganharam tanto valor?
Existe uma mistura de fatores por trás desse movimento.
Depois de anos marcados por pandemia, isolamento, incerteza econômica e excesso de vida mediada por telas, muita gente passou a valorizar mais aquilo que envolve presença. Estar com pessoas queridas, sair de casa, conhecer lugares, viver um evento coletivo ou fazer algo que quebra a rotina ganhou outro significado.
Segundo a Eventbrite, seu estudo de tendências para 2026 chama esse movimento de “Reset to Real”, uma volta a experiências presenciais que pareçam humanas, vivas e menos filtradas. A plataforma aponta que eventos capazes de tirar as pessoas da rotina e criar sensação de presença devem ganhar força, justamente porque o público busca vivências menos automáticas e mais memoráveis.
Ao mesmo tempo, existe uma reação ao excesso de coisas. A casa cheia, o armário cheio, o feed cheio, a agenda cheia e a sensação de que tudo envelhece rápido demais fazem muita gente olhar para o consumo com mais cuidado. Comprar ainda pode ser prazeroso, mas acumular perdeu parte do brilho.
Segundo a NielsenIQ, os consumidores entram em 2026 mais cautelosos e seletivos, buscando valor, confiança e escolhas mais intencionais em um cenário de volatilidade. Isso ajuda a explicar por que as experiências crescem: quando a pessoa precisa escolher melhor onde colocar dinheiro, tempo e energia, o que gera memória pode parecer mais valioso do que mais um item sem uso claro.
Menos coisas, mais histórias
Uma das forças da economia da experiência está no valor simbólico.
Uma roupa pode sair de moda. Um objeto pode quebrar. Um eletrônico pode ser trocado por outro em pouco tempo. Já uma viagem com amigos, um show esperado por anos, um almoço de aniversário, uma noite de dança ou um passeio feito sem pressa tende a ocupar outro lugar na memória.
Isso não significa que experiências sejam sempre mais sustentáveis, mais baratas ou mais conscientes. Um festival, uma viagem longa ou um grande evento também têm impacto ambiental, custo de deslocamento, consumo de materiais e geração de resíduos. O ponto é outro: as pessoas estão buscando sentido.
E sentido virou parte importante do valor.
Segundo a pesquisa da Mastercard com a Kantar, 68% dos brasileiros afirmaram preferir experiências a bens materiais, enquanto 61% definiram bons momentos como passar tempo com pessoas de quem gostam. Embora o levantamento seja anterior ao momento atual, ele ajuda a mostrar uma tendência que se fortaleceu depois: o consumo deixou de ser apenas sobre o que se tem e passou a ser também sobre com quem se vive.
Essa mudança aparece no jeito de presentear, no turismo, nos eventos, na gastronomia, nas marcas e até no modo como as pessoas planejam o fim de semana. O desejo não é só comprar; é viver algo que pareça valer o tempo.
O lazer também entrou no planejamento financeiro
Existe um detalhe importante nessa conversa: gastar com experiências não significa gastar sem pensar.
Pelo contrário. Em muitos casos, o crescimento desse tipo de consumo vem junto de uma postura mais seletiva. A pessoa corta excessos em um lugar para preservar aquilo que considera importante em outro. Compra menos roupa, mas guarda dinheiro para uma viagem. Troca presentes materiais por um jantar. Diminui compras por impulso para conseguir ir a um show. Escolhe uma experiência local em vez de um produto que talvez fique parado.
Segundo o BCG, no estudo Sentimento do Consumidor Brasil 2025, quando os consumidores brasileiros foram questionados sobre como usariam um aumento de 10% a 15% na renda, a principal resposta foi poupar, com 59%, seguida por viagens, com 37%. O dado mostra uma combinação interessante: cautela financeira e desejo de bem-estar andando juntos.
Ou seja, as pessoas não estão necessariamente abandonando a prudência. Elas estão tentando equilibrar segurança e prazer. Guardar dinheiro continua importante, mas viver melhor também entrou na conta.
Viagens, shows e eventos viraram parte do desejo de bem-estar
A busca por experiências aparece com força em alguns setores, especialmente turismo, eventos, alimentação fora de casa, cultura e bem-estar.
Segundo a Agência Brasil, com base em dados do IBGE, as atividades turísticas no país cresceram 4,6% em 2025 e atingiram o maior patamar da série histórica. O desempenho de dezembro de 2025 também colocou o setor 13,8% acima do nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020.
Esse dado ajuda a entender por que viajar, mesmo que para perto, virou uma forma de consumo tão desejada. Não se trata apenas de deslocamento. Muitas vezes, a viagem concentra descanso, encontro, descoberta, foto, comida, paisagem, pausa e sensação de recompensa.
Os eventos seguem uma lógica parecida. Shows, festivais, peças, festas, cursos presenciais, experiências gastronômicas e encontros temáticos oferecem algo que o consumo digital não consegue substituir completamente: corpo presente, som alto, fila, conversa, improviso, deslocamento, expectativa e memória compartilhada.
Segundo a McKinsey, no relatório State of the Consumer 2025, parte importante do comportamento atual é marcada por uma vida mais online e mais solitária, especialmente em alguns grupos. Nesse contexto, experiências presenciais ganham outro peso, porque respondem a uma necessidade que não é só de entretenimento, mas também de conexão.
A experiência também virou resposta ao cansaço digital
A vida digital facilitou muita coisa, mas também trouxe uma sensação constante de excesso.
Excesso de notificação. Excesso de comparação. Excesso de conteúdo. Excesso de recomendação. Excesso de coisa para ver, salvar, comprar, comentar e acompanhar.
Nesse cenário, experiências presenciais podem funcionar como uma espécie de pausa. Não porque sejam totalmente livres das telas, afinal muita gente registra tudo, posta, compartilha e transforma o momento em conteúdo, mas porque ainda envolvem o corpo, o deslocamento e a presença.
Ir a um show não é só ouvir música. É esperar a abertura dos portões, encontrar alguém, escolher a roupa, sentir o som no corpo, cantar junto, voltar para casa tarde, comentar no dia seguinte. Viajar não é só chegar ao destino, é atravessar o caminho. Comer fora não é só se alimentar, é marcar um tempo para sentar, conversar, experimentar e sair um pouco da função automática da rotina.
Talvez seja por isso que tantas marcas e setores passaram a falar de experiência. Porque, em um mundo em que quase tudo pode ser comprado com poucos cliques, aquilo que exige presença ganhou um valor diferente.
Só que experiência também pode virar excesso
É importante dizer: trocar coisas por experiências não resolve tudo sozinho.
Uma pessoa pode consumir experiências do mesmo jeito que consome objetos: por impulso, comparação, ansiedade ou necessidade de mostrar que está vivendo algo interessante. O problema não é comprar uma roupa ou ir a um show, mas viver qualquer consumo no automático.
A economia da experiência também pode gerar pressão. Pressão para viajar sempre, ir a todos os eventos, conhecer todos os lugares novos, estar em todos os restaurantes, transformar lazer em performance e descanso em conteúdo.
Por isso, a pergunta mais importante talvez não seja “coisas ou experiências?”, mas “isso faz sentido para mim?”.
Uma experiência pode ser grande, como uma viagem, ou simples, como passar a tarde em uma praça, cozinhar com amigos, ver um filme antigo, visitar uma feira, caminhar por um bairro bonito, ir a um museu gratuito, tomar sol na rua ou ouvir música sem fazer mais nada ao mesmo tempo.
Nem todo momento precisa custar caro para valer.
O que esse movimento ensina sobre consumo?
O boom das experiências mostra que as pessoas estão tentando reorganizar prioridades.
Comprar ainda faz parte da vida, mas o consumo começa a ser atravessado por outras perguntas: isso vai ser usado? Isso vai ser lembrado? Isso melhora minha rotina? Isso aproxima pessoas? Isso tem a ver comigo? Isso é só impulso? Isso cabe no meu orçamento? Isso vale o espaço que ocupa, o dinheiro que custa e a energia que demanda?
Essas perguntas aproximam a economia da experiência de outras conversas importantes, como consumo consciente, sustentabilidade, saúde mental, tempo livre e qualidade de vida.
Quando alguém decide comprar menos coisas para viver mais momentos, essa escolha pode reduzir desperdícios, evitar acúmulo e abrir espaço para relações mais cuidadosas com dinheiro e desejo. Ao mesmo tempo, quando uma experiência é pensada com responsabilidade, ela também pode valorizar a cidade, a cultura local, pequenos negócios, artistas, produtores, cozinheiros, guias, espaços independentes e comunidades.
Consumo não é apenas compra. Também é participação.
Talvez o novo luxo seja ter tempo
Em muitas conversas sobre tendências, a experiência aparece como algo ligado a viagem, festival, restaurante, hotel ou grande evento. Tudo isso faz parte, mas existe uma camada mais simples e talvez mais importante: o tempo.
Tempo para encontrar alguém. Tempo para descansar sem culpa. Tempo para fazer uma refeição com calma. Tempo para andar pela cidade. Tempo para aprender alguma coisa nova. Tempo para estar em um lugar sem precisar resolver outra coisa ao mesmo tempo.
Em uma rotina marcada por pressa, telas e boletos, viver uma experiência também pode ser recuperar presença.
Talvez seja por isso que tanta gente esteja revendo a relação com o consumo. Não porque deixou de desejar, mas porque começou a desejar de outro jeito. Menos acúmulo, mais memória. Menos automático, mais intenção. Menos coisas que ocupam espaço, mais momentos que ocupam lugar na vida.
Na Metha, essa lógica conversa com uma forma mais simples e consciente de olhar para a energia. A gente acredita que sustentabilidade não precisa ser distante, difícil ou cheia de etapas complicadas; ela pode aparecer em escolhas possíveis, digitais e conectadas à rotina.
Com a Metha, você usa energia de fontes renováveis sem instalar placas solares, sem fazer obra e sem investimento inicial. A energia continua chegando normalmente pela rede da distribuidora, enquanto créditos gerados por usinas parceiras ajudam a compensar parte do seu consumo, com desconto sobre o consumo de energia compensado.
Saiba mais em methaenergia.com.br
Durante muito tempo, consumir foi quase sinônimo de comprar coisas. Uma roupa nova, um celular novo, um móvel novo, um objeto novo para a casa, uma sacola na mão ou uma caixa chegando pelo correio.
Ainda compramos coisas, claro. Só que, aos poucos, outro tipo de desejo foi ganhando espaço: o de viver algo.
Uma viagem curta. Um show. Um jantar especial. Um festival. Uma aula diferente. Um fim de semana fora. Um passeio perto de casa. Uma experiência gastronômica. Um encontro com amigos. Um presente que não vira objeto, mas lembrança.
Esse movimento tem nome: economia da experiência. E ele diz muito sobre o jeito como as pessoas estão repensando consumo, tempo, prazer, pertencimento e futuro.
Não é que os objetos tenham deixado de importar, e sim que muita gente começou a perguntar o que fica depois da compra. Às vezes, o que fica não é uma coisa guardada no armário, mas uma história para contar.
O que é economia da experiência?
Economia da experiência é um conceito usado para falar de um tipo de consumo em que o valor principal não está apenas no produto comprado, mas na vivência que ele proporciona.
Em vez de comprar só por posse, status ou acúmulo, as pessoas passam a valorizar experiências capazes de gerar memória, conexão, prazer, aprendizado ou sensação de presença. Isso pode aparecer em viagens, eventos, restaurantes, cursos, atividades culturais, turismo local, esportes, festivais, vivências de bem-estar e até em pequenos momentos cotidianos, como tomar café em um lugar bonito ou reservar uma tarde para fazer algo fora da rotina.
A lógica não é exatamente nova. As pessoas sempre buscaram experiências. O que mudou foi o peso que elas passaram a ter nas decisões de consumo.
Segundo a Serasa Experian, 40,7% dos brasileiros pretendem gastar mais com experiências, como viagens e eventos. O mesmo levantamento aponta que 25% já relatam consumir mais esse tipo de vivência no dia a dia, o que mostra que essa não é só uma intenção distante, mas uma mudança que já aparece no orçamento e na rotina.
Por que as experiências ganharam tanto valor?
Existe uma mistura de fatores por trás desse movimento.
Depois de anos marcados por pandemia, isolamento, incerteza econômica e excesso de vida mediada por telas, muita gente passou a valorizar mais aquilo que envolve presença. Estar com pessoas queridas, sair de casa, conhecer lugares, viver um evento coletivo ou fazer algo que quebra a rotina ganhou outro significado.
Segundo a Eventbrite, seu estudo de tendências para 2026 chama esse movimento de “Reset to Real”, uma volta a experiências presenciais que pareçam humanas, vivas e menos filtradas. A plataforma aponta que eventos capazes de tirar as pessoas da rotina e criar sensação de presença devem ganhar força, justamente porque o público busca vivências menos automáticas e mais memoráveis.
Ao mesmo tempo, existe uma reação ao excesso de coisas. A casa cheia, o armário cheio, o feed cheio, a agenda cheia e a sensação de que tudo envelhece rápido demais fazem muita gente olhar para o consumo com mais cuidado. Comprar ainda pode ser prazeroso, mas acumular perdeu parte do brilho.
Segundo a NielsenIQ, os consumidores entram em 2026 mais cautelosos e seletivos, buscando valor, confiança e escolhas mais intencionais em um cenário de volatilidade. Isso ajuda a explicar por que as experiências crescem: quando a pessoa precisa escolher melhor onde colocar dinheiro, tempo e energia, o que gera memória pode parecer mais valioso do que mais um item sem uso claro.
Menos coisas, mais histórias
Uma das forças da economia da experiência está no valor simbólico.
Uma roupa pode sair de moda. Um objeto pode quebrar. Um eletrônico pode ser trocado por outro em pouco tempo. Já uma viagem com amigos, um show esperado por anos, um almoço de aniversário, uma noite de dança ou um passeio feito sem pressa tende a ocupar outro lugar na memória.
Isso não significa que experiências sejam sempre mais sustentáveis, mais baratas ou mais conscientes. Um festival, uma viagem longa ou um grande evento também têm impacto ambiental, custo de deslocamento, consumo de materiais e geração de resíduos. O ponto é outro: as pessoas estão buscando sentido.
E sentido virou parte importante do valor.
Segundo a pesquisa da Mastercard com a Kantar, 68% dos brasileiros afirmaram preferir experiências a bens materiais, enquanto 61% definiram bons momentos como passar tempo com pessoas de quem gostam. Embora o levantamento seja anterior ao momento atual, ele ajuda a mostrar uma tendência que se fortaleceu depois: o consumo deixou de ser apenas sobre o que se tem e passou a ser também sobre com quem se vive.
Essa mudança aparece no jeito de presentear, no turismo, nos eventos, na gastronomia, nas marcas e até no modo como as pessoas planejam o fim de semana. O desejo não é só comprar; é viver algo que pareça valer o tempo.
O lazer também entrou no planejamento financeiro
Existe um detalhe importante nessa conversa: gastar com experiências não significa gastar sem pensar.
Pelo contrário. Em muitos casos, o crescimento desse tipo de consumo vem junto de uma postura mais seletiva. A pessoa corta excessos em um lugar para preservar aquilo que considera importante em outro. Compra menos roupa, mas guarda dinheiro para uma viagem. Troca presentes materiais por um jantar. Diminui compras por impulso para conseguir ir a um show. Escolhe uma experiência local em vez de um produto que talvez fique parado.
Segundo o BCG, no estudo Sentimento do Consumidor Brasil 2025, quando os consumidores brasileiros foram questionados sobre como usariam um aumento de 10% a 15% na renda, a principal resposta foi poupar, com 59%, seguida por viagens, com 37%. O dado mostra uma combinação interessante: cautela financeira e desejo de bem-estar andando juntos.
Ou seja, as pessoas não estão necessariamente abandonando a prudência. Elas estão tentando equilibrar segurança e prazer. Guardar dinheiro continua importante, mas viver melhor também entrou na conta.
Viagens, shows e eventos viraram parte do desejo de bem-estar
A busca por experiências aparece com força em alguns setores, especialmente turismo, eventos, alimentação fora de casa, cultura e bem-estar.
Segundo a Agência Brasil, com base em dados do IBGE, as atividades turísticas no país cresceram 4,6% em 2025 e atingiram o maior patamar da série histórica. O desempenho de dezembro de 2025 também colocou o setor 13,8% acima do nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020.
Esse dado ajuda a entender por que viajar, mesmo que para perto, virou uma forma de consumo tão desejada. Não se trata apenas de deslocamento. Muitas vezes, a viagem concentra descanso, encontro, descoberta, foto, comida, paisagem, pausa e sensação de recompensa.
Os eventos seguem uma lógica parecida. Shows, festivais, peças, festas, cursos presenciais, experiências gastronômicas e encontros temáticos oferecem algo que o consumo digital não consegue substituir completamente: corpo presente, som alto, fila, conversa, improviso, deslocamento, expectativa e memória compartilhada.
Segundo a McKinsey, no relatório State of the Consumer 2025, parte importante do comportamento atual é marcada por uma vida mais online e mais solitária, especialmente em alguns grupos. Nesse contexto, experiências presenciais ganham outro peso, porque respondem a uma necessidade que não é só de entretenimento, mas também de conexão.
A experiência também virou resposta ao cansaço digital
A vida digital facilitou muita coisa, mas também trouxe uma sensação constante de excesso.
Excesso de notificação. Excesso de comparação. Excesso de conteúdo. Excesso de recomendação. Excesso de coisa para ver, salvar, comprar, comentar e acompanhar.
Nesse cenário, experiências presenciais podem funcionar como uma espécie de pausa. Não porque sejam totalmente livres das telas, afinal muita gente registra tudo, posta, compartilha e transforma o momento em conteúdo, mas porque ainda envolvem o corpo, o deslocamento e a presença.
Ir a um show não é só ouvir música. É esperar a abertura dos portões, encontrar alguém, escolher a roupa, sentir o som no corpo, cantar junto, voltar para casa tarde, comentar no dia seguinte. Viajar não é só chegar ao destino, é atravessar o caminho. Comer fora não é só se alimentar, é marcar um tempo para sentar, conversar, experimentar e sair um pouco da função automática da rotina.
Talvez seja por isso que tantas marcas e setores passaram a falar de experiência. Porque, em um mundo em que quase tudo pode ser comprado com poucos cliques, aquilo que exige presença ganhou um valor diferente.
Só que experiência também pode virar excesso
É importante dizer: trocar coisas por experiências não resolve tudo sozinho.
Uma pessoa pode consumir experiências do mesmo jeito que consome objetos: por impulso, comparação, ansiedade ou necessidade de mostrar que está vivendo algo interessante. O problema não é comprar uma roupa ou ir a um show, mas viver qualquer consumo no automático.
A economia da experiência também pode gerar pressão. Pressão para viajar sempre, ir a todos os eventos, conhecer todos os lugares novos, estar em todos os restaurantes, transformar lazer em performance e descanso em conteúdo.
Por isso, a pergunta mais importante talvez não seja “coisas ou experiências?”, mas “isso faz sentido para mim?”.
Uma experiência pode ser grande, como uma viagem, ou simples, como passar a tarde em uma praça, cozinhar com amigos, ver um filme antigo, visitar uma feira, caminhar por um bairro bonito, ir a um museu gratuito, tomar sol na rua ou ouvir música sem fazer mais nada ao mesmo tempo.
Nem todo momento precisa custar caro para valer.
O que esse movimento ensina sobre consumo?
O boom das experiências mostra que as pessoas estão tentando reorganizar prioridades.
Comprar ainda faz parte da vida, mas o consumo começa a ser atravessado por outras perguntas: isso vai ser usado? Isso vai ser lembrado? Isso melhora minha rotina? Isso aproxima pessoas? Isso tem a ver comigo? Isso é só impulso? Isso cabe no meu orçamento? Isso vale o espaço que ocupa, o dinheiro que custa e a energia que demanda?
Essas perguntas aproximam a economia da experiência de outras conversas importantes, como consumo consciente, sustentabilidade, saúde mental, tempo livre e qualidade de vida.
Quando alguém decide comprar menos coisas para viver mais momentos, essa escolha pode reduzir desperdícios, evitar acúmulo e abrir espaço para relações mais cuidadosas com dinheiro e desejo. Ao mesmo tempo, quando uma experiência é pensada com responsabilidade, ela também pode valorizar a cidade, a cultura local, pequenos negócios, artistas, produtores, cozinheiros, guias, espaços independentes e comunidades.
Consumo não é apenas compra. Também é participação.
Talvez o novo luxo seja ter tempo
Em muitas conversas sobre tendências, a experiência aparece como algo ligado a viagem, festival, restaurante, hotel ou grande evento. Tudo isso faz parte, mas existe uma camada mais simples e talvez mais importante: o tempo.
Tempo para encontrar alguém. Tempo para descansar sem culpa. Tempo para fazer uma refeição com calma. Tempo para andar pela cidade. Tempo para aprender alguma coisa nova. Tempo para estar em um lugar sem precisar resolver outra coisa ao mesmo tempo.
Em uma rotina marcada por pressa, telas e boletos, viver uma experiência também pode ser recuperar presença.
Talvez seja por isso que tanta gente esteja revendo a relação com o consumo. Não porque deixou de desejar, mas porque começou a desejar de outro jeito. Menos acúmulo, mais memória. Menos automático, mais intenção. Menos coisas que ocupam espaço, mais momentos que ocupam lugar na vida.
Na Metha, essa lógica conversa com uma forma mais simples e consciente de olhar para a energia. A gente acredita que sustentabilidade não precisa ser distante, difícil ou cheia de etapas complicadas; ela pode aparecer em escolhas possíveis, digitais e conectadas à rotina.
Com a Metha, você usa energia de fontes renováveis sem instalar placas solares, sem fazer obra e sem investimento inicial. A energia continua chegando normalmente pela rede da distribuidora, enquanto créditos gerados por usinas parceiras ajudam a compensar parte do seu consumo, com desconto sobre o consumo de energia compensado.
Saiba mais em methaenergia.com.br
Durante muito tempo, consumir foi quase sinônimo de comprar coisas. Uma roupa nova, um celular novo, um móvel novo, um objeto novo para a casa, uma sacola na mão ou uma caixa chegando pelo correio.
Ainda compramos coisas, claro. Só que, aos poucos, outro tipo de desejo foi ganhando espaço: o de viver algo.
Uma viagem curta. Um show. Um jantar especial. Um festival. Uma aula diferente. Um fim de semana fora. Um passeio perto de casa. Uma experiência gastronômica. Um encontro com amigos. Um presente que não vira objeto, mas lembrança.
Esse movimento tem nome: economia da experiência. E ele diz muito sobre o jeito como as pessoas estão repensando consumo, tempo, prazer, pertencimento e futuro.
Não é que os objetos tenham deixado de importar, e sim que muita gente começou a perguntar o que fica depois da compra. Às vezes, o que fica não é uma coisa guardada no armário, mas uma história para contar.
O que é economia da experiência?
Economia da experiência é um conceito usado para falar de um tipo de consumo em que o valor principal não está apenas no produto comprado, mas na vivência que ele proporciona.
Em vez de comprar só por posse, status ou acúmulo, as pessoas passam a valorizar experiências capazes de gerar memória, conexão, prazer, aprendizado ou sensação de presença. Isso pode aparecer em viagens, eventos, restaurantes, cursos, atividades culturais, turismo local, esportes, festivais, vivências de bem-estar e até em pequenos momentos cotidianos, como tomar café em um lugar bonito ou reservar uma tarde para fazer algo fora da rotina.
A lógica não é exatamente nova. As pessoas sempre buscaram experiências. O que mudou foi o peso que elas passaram a ter nas decisões de consumo.
Segundo a Serasa Experian, 40,7% dos brasileiros pretendem gastar mais com experiências, como viagens e eventos. O mesmo levantamento aponta que 25% já relatam consumir mais esse tipo de vivência no dia a dia, o que mostra que essa não é só uma intenção distante, mas uma mudança que já aparece no orçamento e na rotina.
Por que as experiências ganharam tanto valor?
Existe uma mistura de fatores por trás desse movimento.
Depois de anos marcados por pandemia, isolamento, incerteza econômica e excesso de vida mediada por telas, muita gente passou a valorizar mais aquilo que envolve presença. Estar com pessoas queridas, sair de casa, conhecer lugares, viver um evento coletivo ou fazer algo que quebra a rotina ganhou outro significado.
Segundo a Eventbrite, seu estudo de tendências para 2026 chama esse movimento de “Reset to Real”, uma volta a experiências presenciais que pareçam humanas, vivas e menos filtradas. A plataforma aponta que eventos capazes de tirar as pessoas da rotina e criar sensação de presença devem ganhar força, justamente porque o público busca vivências menos automáticas e mais memoráveis.
Ao mesmo tempo, existe uma reação ao excesso de coisas. A casa cheia, o armário cheio, o feed cheio, a agenda cheia e a sensação de que tudo envelhece rápido demais fazem muita gente olhar para o consumo com mais cuidado. Comprar ainda pode ser prazeroso, mas acumular perdeu parte do brilho.
Segundo a NielsenIQ, os consumidores entram em 2026 mais cautelosos e seletivos, buscando valor, confiança e escolhas mais intencionais em um cenário de volatilidade. Isso ajuda a explicar por que as experiências crescem: quando a pessoa precisa escolher melhor onde colocar dinheiro, tempo e energia, o que gera memória pode parecer mais valioso do que mais um item sem uso claro.
Menos coisas, mais histórias
Uma das forças da economia da experiência está no valor simbólico.
Uma roupa pode sair de moda. Um objeto pode quebrar. Um eletrônico pode ser trocado por outro em pouco tempo. Já uma viagem com amigos, um show esperado por anos, um almoço de aniversário, uma noite de dança ou um passeio feito sem pressa tende a ocupar outro lugar na memória.
Isso não significa que experiências sejam sempre mais sustentáveis, mais baratas ou mais conscientes. Um festival, uma viagem longa ou um grande evento também têm impacto ambiental, custo de deslocamento, consumo de materiais e geração de resíduos. O ponto é outro: as pessoas estão buscando sentido.
E sentido virou parte importante do valor.
Segundo a pesquisa da Mastercard com a Kantar, 68% dos brasileiros afirmaram preferir experiências a bens materiais, enquanto 61% definiram bons momentos como passar tempo com pessoas de quem gostam. Embora o levantamento seja anterior ao momento atual, ele ajuda a mostrar uma tendência que se fortaleceu depois: o consumo deixou de ser apenas sobre o que se tem e passou a ser também sobre com quem se vive.
Essa mudança aparece no jeito de presentear, no turismo, nos eventos, na gastronomia, nas marcas e até no modo como as pessoas planejam o fim de semana. O desejo não é só comprar; é viver algo que pareça valer o tempo.
O lazer também entrou no planejamento financeiro
Existe um detalhe importante nessa conversa: gastar com experiências não significa gastar sem pensar.
Pelo contrário. Em muitos casos, o crescimento desse tipo de consumo vem junto de uma postura mais seletiva. A pessoa corta excessos em um lugar para preservar aquilo que considera importante em outro. Compra menos roupa, mas guarda dinheiro para uma viagem. Troca presentes materiais por um jantar. Diminui compras por impulso para conseguir ir a um show. Escolhe uma experiência local em vez de um produto que talvez fique parado.
Segundo o BCG, no estudo Sentimento do Consumidor Brasil 2025, quando os consumidores brasileiros foram questionados sobre como usariam um aumento de 10% a 15% na renda, a principal resposta foi poupar, com 59%, seguida por viagens, com 37%. O dado mostra uma combinação interessante: cautela financeira e desejo de bem-estar andando juntos.
Ou seja, as pessoas não estão necessariamente abandonando a prudência. Elas estão tentando equilibrar segurança e prazer. Guardar dinheiro continua importante, mas viver melhor também entrou na conta.
Viagens, shows e eventos viraram parte do desejo de bem-estar
A busca por experiências aparece com força em alguns setores, especialmente turismo, eventos, alimentação fora de casa, cultura e bem-estar.
Segundo a Agência Brasil, com base em dados do IBGE, as atividades turísticas no país cresceram 4,6% em 2025 e atingiram o maior patamar da série histórica. O desempenho de dezembro de 2025 também colocou o setor 13,8% acima do nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020.
Esse dado ajuda a entender por que viajar, mesmo que para perto, virou uma forma de consumo tão desejada. Não se trata apenas de deslocamento. Muitas vezes, a viagem concentra descanso, encontro, descoberta, foto, comida, paisagem, pausa e sensação de recompensa.
Os eventos seguem uma lógica parecida. Shows, festivais, peças, festas, cursos presenciais, experiências gastronômicas e encontros temáticos oferecem algo que o consumo digital não consegue substituir completamente: corpo presente, som alto, fila, conversa, improviso, deslocamento, expectativa e memória compartilhada.
Segundo a McKinsey, no relatório State of the Consumer 2025, parte importante do comportamento atual é marcada por uma vida mais online e mais solitária, especialmente em alguns grupos. Nesse contexto, experiências presenciais ganham outro peso, porque respondem a uma necessidade que não é só de entretenimento, mas também de conexão.
A experiência também virou resposta ao cansaço digital
A vida digital facilitou muita coisa, mas também trouxe uma sensação constante de excesso.
Excesso de notificação. Excesso de comparação. Excesso de conteúdo. Excesso de recomendação. Excesso de coisa para ver, salvar, comprar, comentar e acompanhar.
Nesse cenário, experiências presenciais podem funcionar como uma espécie de pausa. Não porque sejam totalmente livres das telas, afinal muita gente registra tudo, posta, compartilha e transforma o momento em conteúdo, mas porque ainda envolvem o corpo, o deslocamento e a presença.
Ir a um show não é só ouvir música. É esperar a abertura dos portões, encontrar alguém, escolher a roupa, sentir o som no corpo, cantar junto, voltar para casa tarde, comentar no dia seguinte. Viajar não é só chegar ao destino, é atravessar o caminho. Comer fora não é só se alimentar, é marcar um tempo para sentar, conversar, experimentar e sair um pouco da função automática da rotina.
Talvez seja por isso que tantas marcas e setores passaram a falar de experiência. Porque, em um mundo em que quase tudo pode ser comprado com poucos cliques, aquilo que exige presença ganhou um valor diferente.
Só que experiência também pode virar excesso
É importante dizer: trocar coisas por experiências não resolve tudo sozinho.
Uma pessoa pode consumir experiências do mesmo jeito que consome objetos: por impulso, comparação, ansiedade ou necessidade de mostrar que está vivendo algo interessante. O problema não é comprar uma roupa ou ir a um show, mas viver qualquer consumo no automático.
A economia da experiência também pode gerar pressão. Pressão para viajar sempre, ir a todos os eventos, conhecer todos os lugares novos, estar em todos os restaurantes, transformar lazer em performance e descanso em conteúdo.
Por isso, a pergunta mais importante talvez não seja “coisas ou experiências?”, mas “isso faz sentido para mim?”.
Uma experiência pode ser grande, como uma viagem, ou simples, como passar a tarde em uma praça, cozinhar com amigos, ver um filme antigo, visitar uma feira, caminhar por um bairro bonito, ir a um museu gratuito, tomar sol na rua ou ouvir música sem fazer mais nada ao mesmo tempo.
Nem todo momento precisa custar caro para valer.
O que esse movimento ensina sobre consumo?
O boom das experiências mostra que as pessoas estão tentando reorganizar prioridades.
Comprar ainda faz parte da vida, mas o consumo começa a ser atravessado por outras perguntas: isso vai ser usado? Isso vai ser lembrado? Isso melhora minha rotina? Isso aproxima pessoas? Isso tem a ver comigo? Isso é só impulso? Isso cabe no meu orçamento? Isso vale o espaço que ocupa, o dinheiro que custa e a energia que demanda?
Essas perguntas aproximam a economia da experiência de outras conversas importantes, como consumo consciente, sustentabilidade, saúde mental, tempo livre e qualidade de vida.
Quando alguém decide comprar menos coisas para viver mais momentos, essa escolha pode reduzir desperdícios, evitar acúmulo e abrir espaço para relações mais cuidadosas com dinheiro e desejo. Ao mesmo tempo, quando uma experiência é pensada com responsabilidade, ela também pode valorizar a cidade, a cultura local, pequenos negócios, artistas, produtores, cozinheiros, guias, espaços independentes e comunidades.
Consumo não é apenas compra. Também é participação.
Talvez o novo luxo seja ter tempo
Em muitas conversas sobre tendências, a experiência aparece como algo ligado a viagem, festival, restaurante, hotel ou grande evento. Tudo isso faz parte, mas existe uma camada mais simples e talvez mais importante: o tempo.
Tempo para encontrar alguém. Tempo para descansar sem culpa. Tempo para fazer uma refeição com calma. Tempo para andar pela cidade. Tempo para aprender alguma coisa nova. Tempo para estar em um lugar sem precisar resolver outra coisa ao mesmo tempo.
Em uma rotina marcada por pressa, telas e boletos, viver uma experiência também pode ser recuperar presença.
Talvez seja por isso que tanta gente esteja revendo a relação com o consumo. Não porque deixou de desejar, mas porque começou a desejar de outro jeito. Menos acúmulo, mais memória. Menos automático, mais intenção. Menos coisas que ocupam espaço, mais momentos que ocupam lugar na vida.
Na Metha, essa lógica conversa com uma forma mais simples e consciente de olhar para a energia. A gente acredita que sustentabilidade não precisa ser distante, difícil ou cheia de etapas complicadas; ela pode aparecer em escolhas possíveis, digitais e conectadas à rotina.
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