Quando a conta de energia do condomínio aumenta, o elevador costuma entrar rapidamente na lista de suspeitos. Faz sentido: ele usa um motor potente, faz dezenas ou centenas de viagens por dia e continua com alguns sistemas ligados mesmo quando está parado.
Mas isso não significa que ele seja sempre o maior responsável pelo consumo das áreas comuns.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, em um edifício típico, a energia usada pelos elevadores pode chegar a cerca de 6% do consumo total do prédio. A Associação Brasileira de Empresas de Elevadores (Abeel) trabalha com uma faixa mais ampla para condomínios, de aproximadamente 5% a 15%, dependendo das características da instalação.
A diferença é grande porque não existe um consumo padrão para todo elevador. A idade do equipamento, a altura do prédio, a quantidade de moradores, o número de viagens, a tecnologia do motor e até o que acontece enquanto a cabine está parada entram nessa conta.
Então, afinal, o elevador gasta muita energia? E o que realmente ajuda a diminuir esse consumo?
Elevador gasta muita energia?
Pode gastar uma parcela relevante da energia do condomínio, principalmente em prédios altos, movimentados ou com equipamentos antigos.
O elevador precisa movimentar a cabine, passageiros e contrapesos por vários metros, acelerar, desacelerar, abrir portas e manter sistemas eletrônicos funcionando. Tudo isso exige eletricidade.
Segundo um estudo publicado na revista científica Sustainability, o consumo aumenta principalmente conforme crescem a quantidade de viagens e a distância percorrida. Por isso, edifícios mais altos tendem a apresentar um gasto maior: cada deslocamento exige que a cabine percorra uma distância maior.
Mas potência e consumo não são a mesma coisa.
Um motor de elevador pode ter potência elevada enquanto está funcionando, porém ele não permanece movimentando a cabine durante 24 horas. Para saber quanto o equipamento realmente consome, é necessário considerar quanto tempo ele passa em movimento e quanto gasta nos períodos em que fica parado.
Quanto o elevador representa na conta de energia do condomínio?
Não existe um único percentual.
Como referência, a Abeel estima que elevadores representam entre 5% e 15% do consumo de energia de um condomínio. Já o guia de eficiência energética do Ministério de Minas e Energia cita aproximadamente 6% do consumo total de um edifício típico como exemplo.
Esses números não significam que todo condomínio esteja dentro dessa faixa.
Em um prédio pequeno, com poucos moradores e poucas viagens, a participação pode ser menor. Em um edifício alto, com vários elevadores e movimento intenso durante todo o dia, o peso pode crescer.
O próprio Ministério de Minas e Energia aponta quatro variáveis importantes para o cálculo: modelo e características técnicas do elevador, tipo de utilização, carga transportada e quantidade de viagens realizadas por dia.
É por isso que olhar apenas para a potência escrita no motor não revela quanto o elevador custa no fim do mês.
Quanto um elevador gasta por mês?
A resposta depende tanto do prédio que um valor médio pode mais confundir do que ajudar.
Um exemplo da Atlas Schindler mostra bem essa diferença. A empresa simulou um edifício com 11 andares, 36 apartamentos e 72 moradores, considerando quatro viagens diárias por morador e cerca de 1,6 hora de funcionamento efetivo do elevador por dia.
Nesse cenário, o motor consumiria aproximadamente 442 kWh por mês. A iluminação da cabine acrescentaria outros 35 kWh, levando o total estimado a 477 kWh mensais.
Esse número não deve ser usado como média para qualquer condomínio. Ele serve para mostrar como o cálculo funciona.
Um prédio de seis andares com poucas unidades terá uma rotina completamente diferente de uma torre com 20 ou 30 pavimentos. Da mesma forma, dois prédios com a mesma altura podem apresentar consumos diferentes se um deles tiver equipamentos mais antigos ou muito mais moradores.
Para transformar kWh em reais, ainda é necessário considerar a tarifa aplicada à unidade consumidora do condomínio, impostos, bandeiras tarifárias e outros componentes da conta.
Elevador parado também gasta energia?
Sim. Mesmo quando ninguém está usando o elevador, alguns componentes podem continuar consumindo eletricidade. É o chamado consumo em espera, ou stand-by.
Entram aí sistemas como iluminação da cabine, displays, ventilação, controles eletrônicos e outros equipamentos necessários para deixar o elevador pronto para uma nova chamada.
A norma internacional ISO 25745, utilizada para avaliar o desempenho energético de elevadores, separa justamente o consumo durante as viagens daquele registrado nos períodos em que o equipamento está parado.
O manual de eficiência energética do BREEAM destaca que, em algumas instalações, uma parcela relevante do consumo total pode acontecer em stand-by. Por isso, sistemas modernos conseguem reduzir automaticamente a energia usada pela iluminação, ventiladores, displays e outros componentes depois de alguns minutos sem utilização.
Isso é especialmente importante em prédios residenciais, onde o elevador pode passar longos intervalos sem realizar nenhuma viagem durante a madrugada e outros períodos de menor movimento.
Elevador antigo gasta mais energia?
Pode gastar mais, principalmente quando ainda utiliza motores, comandos e sistemas de iluminação de gerações anteriores.
Segundo a Abeel, elevadores antigos podem consumir cerca de 40% mais energia do que equipamentos novos ou já modernizados. A entidade aponta o quadro de comando com inversor de frequência como uma das principais atualizações para melhorar a eficiência.
O inversor controla melhor a velocidade e a potência entregue ao motor durante aceleração, deslocamento e frenagem. Em vez de trabalhar de maneira mais brusca, o sistema ajusta o funcionamento de acordo com a necessidade de cada viagem.
A modernização não precisa significar necessariamente substituir todo o elevador.
Dependendo do equipamento, é possível atualizar o quadro de comando, o motor, a iluminação, os sistemas de chamada e outros componentes. A decisão, porém, precisa considerar idade, estado de conservação, segurança, frequência de manutenção e retorno do investimento.
Elevador cheio sempre gasta mais energia?
Não necessariamente. Parece lógico imaginar que quanto mais pessoas entram na cabine, maior será o consumo. Na prática, o funcionamento é um pouco mais complexo porque muitos elevadores utilizam contrapesos para equilibrar parte da massa da cabine e reduzir o esforço necessário do motor.
A energia usada em uma viagem depende da combinação entre peso, direção do deslocamento, distância percorrida e tecnologia do equipamento.
Estudos sobre eficiência em elevadores mostram que a relação entre carga e consumo muda conforme a cabine sobe ou desce e conforme o equilíbrio entre cabine e contrapeso. Em sistemas regenerativos, determinadas situações podem inclusive devolver parte da energia gerada durante o movimento para a instalação elétrica.
Por isso, não faz sentido transformar o limite de passageiros em estratégia de economia. A capacidade indicada pelo fabricante existe principalmente por segurança e deve sempre ser respeitada.
Para o consumo do condomínio, a quantidade de viagens, a distância percorrida e a eficiência do sistema costumam dizer muito mais.
Desligar um dos elevadores economiza energia?
Nem sempre. E simplesmente desligar um equipamento pode produzir o efeito contrário ao esperado.
Segundo a Abeel, edifícios com vários elevadores são projetados considerando o fluxo de passageiros. Ao retirar um deles de operação sem uma análise técnica, os demais podem precisar realizar mais deslocamentos, ficar sobrecarregados e sofrer maior desgaste mecânico.
A solução mais eficiente é fazer com que os elevadores trabalhem juntos de forma inteligente.
A Neoenergia recomenda sistemas de controle de tráfego e chamada antecipada em condomínios com mais de um elevador. Eles identificam qual cabine está em posição mais adequada para atender determinada chamada e evitam deslocamentos desnecessários.
É bem diferente de ter dois ou três elevadores recebendo a mesma chamada sem coordenação.
O que faz um elevador gastar menos energia?
Não existe uma única mudança responsável por toda a economia. O melhor resultado costuma vir da combinação entre tecnologia, manutenção e gestão do uso.
O Guia Energia Edificações, do SindusCon-SP, reúne algumas das principais soluções de eficiência para elevadores:
• iluminação LED com desligamento automático;
• modo stand-by para ventiladores e outros componentes;
• motores de alto rendimento;
• inversores de frequência;
• sistemas inteligentes de chamada e controle de tráfego;
• frenagem regenerativa;
• dimensionamento adequado do número e da capacidade dos elevadores.
Nem todas essas soluções fazem sentido para qualquer prédio. Em um condomínio mais antigo, por exemplo, trocar a iluminação pode ser uma intervenção simples, enquanto instalar um sistema regenerativo exige uma avaliação técnica e um investimento muito maior.
Por isso, o primeiro passo é entender onde o consumo realmente está acontecendo.
Como funciona a frenagem regenerativa do elevador?
Em elevadores convencionais, parte da energia produzida durante determinadas situações de frenagem pode acabar dissipada na forma de calor.
Um sistema regenerativo aproveita parte dessa energia.
Segundo a Neoenergia, a frenagem regenerativa permite que a energia gerada pelo movimento seja devolvida à rede elétrica interna do edifício e utilizada por outros elevadores, pela iluminação ou por outros equipamentos do condomínio.
É uma lógica parecida com a regeneração usada em alguns veículos elétricos: parte de uma energia que seria perdida passa a ser reaproveitada.
O ganho, porém, depende bastante do perfil do prédio. Estudos acadêmicos mostram que fatores como altura, quantidade de viagens, carga e direção dos deslocamentos influenciam o potencial de recuperação. Por isso, não existe uma porcentagem de economia válida para todos os elevadores.
Como saber quanto os elevadores do seu condomínio realmente gastam?
Antes de investir em uma modernização, vale sair das estimativas e olhar para o próprio prédio.
O consumo pode ser avaliado por meio de medições específicas feitas no circuito dos elevadores ou por um levantamento técnico da empresa responsável pela manutenção.
A metodologia da ISO 25745, por exemplo, considera tanto a energia usada durante as viagens quanto o consumo em espera para estimar o desempenho diário e anual do equipamento.
Também vale levantar informações como idade e modelo dos elevadores, quantidade média de viagens, número de pavimentos, tecnologias instaladas e histórico de consumo das áreas comuns.
Com esses dados, fica mais fácil saber se o elevador realmente merece prioridade ou se existem outros responsáveis mais relevantes pela conta do condomínio, como bombas, iluminação de garagens e áreas externas, portões, piscinas, saunas ou sistemas de climatização.
Economizar no condomínio não significa deixar de usar o elevador
O elevador existe para oferecer mobilidade, conforto e acessibilidade. Por isso, a melhor estratégia de eficiência não é simplesmente reduzir seu uso a qualquer custo.
O caminho é fazer com que ele consuma apenas a energia necessária para funcionar bem.
Em alguns condomínios, isso começa com uma mudança pequena, como iluminação LED ou configuração de stand-by. Em outros, equipamentos antigos podem justificar uma modernização mais ampla. E, antes de qualquer investimento, medir o consumo ajuda a descobrir onde existe de fato oportunidade de economia.
Além de tornar os equipamentos mais eficientes, também dá para reduzir o valor pago pela energia.
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Quando a conta de energia do condomínio aumenta, o elevador costuma entrar rapidamente na lista de suspeitos. Faz sentido: ele usa um motor potente, faz dezenas ou centenas de viagens por dia e continua com alguns sistemas ligados mesmo quando está parado.
Mas isso não significa que ele seja sempre o maior responsável pelo consumo das áreas comuns.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, em um edifício típico, a energia usada pelos elevadores pode chegar a cerca de 6% do consumo total do prédio. A Associação Brasileira de Empresas de Elevadores (Abeel) trabalha com uma faixa mais ampla para condomínios, de aproximadamente 5% a 15%, dependendo das características da instalação.
A diferença é grande porque não existe um consumo padrão para todo elevador. A idade do equipamento, a altura do prédio, a quantidade de moradores, o número de viagens, a tecnologia do motor e até o que acontece enquanto a cabine está parada entram nessa conta.
Então, afinal, o elevador gasta muita energia? E o que realmente ajuda a diminuir esse consumo?
Elevador gasta muita energia?
Pode gastar uma parcela relevante da energia do condomínio, principalmente em prédios altos, movimentados ou com equipamentos antigos.
O elevador precisa movimentar a cabine, passageiros e contrapesos por vários metros, acelerar, desacelerar, abrir portas e manter sistemas eletrônicos funcionando. Tudo isso exige eletricidade.
Segundo um estudo publicado na revista científica Sustainability, o consumo aumenta principalmente conforme crescem a quantidade de viagens e a distância percorrida. Por isso, edifícios mais altos tendem a apresentar um gasto maior: cada deslocamento exige que a cabine percorra uma distância maior.
Mas potência e consumo não são a mesma coisa.
Um motor de elevador pode ter potência elevada enquanto está funcionando, porém ele não permanece movimentando a cabine durante 24 horas. Para saber quanto o equipamento realmente consome, é necessário considerar quanto tempo ele passa em movimento e quanto gasta nos períodos em que fica parado.
Quanto o elevador representa na conta de energia do condomínio?
Não existe um único percentual.
Como referência, a Abeel estima que elevadores representam entre 5% e 15% do consumo de energia de um condomínio. Já o guia de eficiência energética do Ministério de Minas e Energia cita aproximadamente 6% do consumo total de um edifício típico como exemplo.
Esses números não significam que todo condomínio esteja dentro dessa faixa.
Em um prédio pequeno, com poucos moradores e poucas viagens, a participação pode ser menor. Em um edifício alto, com vários elevadores e movimento intenso durante todo o dia, o peso pode crescer.
O próprio Ministério de Minas e Energia aponta quatro variáveis importantes para o cálculo: modelo e características técnicas do elevador, tipo de utilização, carga transportada e quantidade de viagens realizadas por dia.
É por isso que olhar apenas para a potência escrita no motor não revela quanto o elevador custa no fim do mês.
Quanto um elevador gasta por mês?
A resposta depende tanto do prédio que um valor médio pode mais confundir do que ajudar.
Um exemplo da Atlas Schindler mostra bem essa diferença. A empresa simulou um edifício com 11 andares, 36 apartamentos e 72 moradores, considerando quatro viagens diárias por morador e cerca de 1,6 hora de funcionamento efetivo do elevador por dia.
Nesse cenário, o motor consumiria aproximadamente 442 kWh por mês. A iluminação da cabine acrescentaria outros 35 kWh, levando o total estimado a 477 kWh mensais.
Esse número não deve ser usado como média para qualquer condomínio. Ele serve para mostrar como o cálculo funciona.
Um prédio de seis andares com poucas unidades terá uma rotina completamente diferente de uma torre com 20 ou 30 pavimentos. Da mesma forma, dois prédios com a mesma altura podem apresentar consumos diferentes se um deles tiver equipamentos mais antigos ou muito mais moradores.
Para transformar kWh em reais, ainda é necessário considerar a tarifa aplicada à unidade consumidora do condomínio, impostos, bandeiras tarifárias e outros componentes da conta.
Elevador parado também gasta energia?
Sim. Mesmo quando ninguém está usando o elevador, alguns componentes podem continuar consumindo eletricidade. É o chamado consumo em espera, ou stand-by.
Entram aí sistemas como iluminação da cabine, displays, ventilação, controles eletrônicos e outros equipamentos necessários para deixar o elevador pronto para uma nova chamada.
A norma internacional ISO 25745, utilizada para avaliar o desempenho energético de elevadores, separa justamente o consumo durante as viagens daquele registrado nos períodos em que o equipamento está parado.
O manual de eficiência energética do BREEAM destaca que, em algumas instalações, uma parcela relevante do consumo total pode acontecer em stand-by. Por isso, sistemas modernos conseguem reduzir automaticamente a energia usada pela iluminação, ventiladores, displays e outros componentes depois de alguns minutos sem utilização.
Isso é especialmente importante em prédios residenciais, onde o elevador pode passar longos intervalos sem realizar nenhuma viagem durante a madrugada e outros períodos de menor movimento.
Elevador antigo gasta mais energia?
Pode gastar mais, principalmente quando ainda utiliza motores, comandos e sistemas de iluminação de gerações anteriores.
Segundo a Abeel, elevadores antigos podem consumir cerca de 40% mais energia do que equipamentos novos ou já modernizados. A entidade aponta o quadro de comando com inversor de frequência como uma das principais atualizações para melhorar a eficiência.
O inversor controla melhor a velocidade e a potência entregue ao motor durante aceleração, deslocamento e frenagem. Em vez de trabalhar de maneira mais brusca, o sistema ajusta o funcionamento de acordo com a necessidade de cada viagem.
A modernização não precisa significar necessariamente substituir todo o elevador.
Dependendo do equipamento, é possível atualizar o quadro de comando, o motor, a iluminação, os sistemas de chamada e outros componentes. A decisão, porém, precisa considerar idade, estado de conservação, segurança, frequência de manutenção e retorno do investimento.
Elevador cheio sempre gasta mais energia?
Não necessariamente. Parece lógico imaginar que quanto mais pessoas entram na cabine, maior será o consumo. Na prática, o funcionamento é um pouco mais complexo porque muitos elevadores utilizam contrapesos para equilibrar parte da massa da cabine e reduzir o esforço necessário do motor.
A energia usada em uma viagem depende da combinação entre peso, direção do deslocamento, distância percorrida e tecnologia do equipamento.
Estudos sobre eficiência em elevadores mostram que a relação entre carga e consumo muda conforme a cabine sobe ou desce e conforme o equilíbrio entre cabine e contrapeso. Em sistemas regenerativos, determinadas situações podem inclusive devolver parte da energia gerada durante o movimento para a instalação elétrica.
Por isso, não faz sentido transformar o limite de passageiros em estratégia de economia. A capacidade indicada pelo fabricante existe principalmente por segurança e deve sempre ser respeitada.
Para o consumo do condomínio, a quantidade de viagens, a distância percorrida e a eficiência do sistema costumam dizer muito mais.
Desligar um dos elevadores economiza energia?
Nem sempre. E simplesmente desligar um equipamento pode produzir o efeito contrário ao esperado.
Segundo a Abeel, edifícios com vários elevadores são projetados considerando o fluxo de passageiros. Ao retirar um deles de operação sem uma análise técnica, os demais podem precisar realizar mais deslocamentos, ficar sobrecarregados e sofrer maior desgaste mecânico.
A solução mais eficiente é fazer com que os elevadores trabalhem juntos de forma inteligente.
A Neoenergia recomenda sistemas de controle de tráfego e chamada antecipada em condomínios com mais de um elevador. Eles identificam qual cabine está em posição mais adequada para atender determinada chamada e evitam deslocamentos desnecessários.
É bem diferente de ter dois ou três elevadores recebendo a mesma chamada sem coordenação.
O que faz um elevador gastar menos energia?
Não existe uma única mudança responsável por toda a economia. O melhor resultado costuma vir da combinação entre tecnologia, manutenção e gestão do uso.
O Guia Energia Edificações, do SindusCon-SP, reúne algumas das principais soluções de eficiência para elevadores:
• iluminação LED com desligamento automático;
• modo stand-by para ventiladores e outros componentes;
• motores de alto rendimento;
• inversores de frequência;
• sistemas inteligentes de chamada e controle de tráfego;
• frenagem regenerativa;
• dimensionamento adequado do número e da capacidade dos elevadores.
Nem todas essas soluções fazem sentido para qualquer prédio. Em um condomínio mais antigo, por exemplo, trocar a iluminação pode ser uma intervenção simples, enquanto instalar um sistema regenerativo exige uma avaliação técnica e um investimento muito maior.
Por isso, o primeiro passo é entender onde o consumo realmente está acontecendo.
Como funciona a frenagem regenerativa do elevador?
Em elevadores convencionais, parte da energia produzida durante determinadas situações de frenagem pode acabar dissipada na forma de calor.
Um sistema regenerativo aproveita parte dessa energia.
Segundo a Neoenergia, a frenagem regenerativa permite que a energia gerada pelo movimento seja devolvida à rede elétrica interna do edifício e utilizada por outros elevadores, pela iluminação ou por outros equipamentos do condomínio.
É uma lógica parecida com a regeneração usada em alguns veículos elétricos: parte de uma energia que seria perdida passa a ser reaproveitada.
O ganho, porém, depende bastante do perfil do prédio. Estudos acadêmicos mostram que fatores como altura, quantidade de viagens, carga e direção dos deslocamentos influenciam o potencial de recuperação. Por isso, não existe uma porcentagem de economia válida para todos os elevadores.
Como saber quanto os elevadores do seu condomínio realmente gastam?
Antes de investir em uma modernização, vale sair das estimativas e olhar para o próprio prédio.
O consumo pode ser avaliado por meio de medições específicas feitas no circuito dos elevadores ou por um levantamento técnico da empresa responsável pela manutenção.
A metodologia da ISO 25745, por exemplo, considera tanto a energia usada durante as viagens quanto o consumo em espera para estimar o desempenho diário e anual do equipamento.
Também vale levantar informações como idade e modelo dos elevadores, quantidade média de viagens, número de pavimentos, tecnologias instaladas e histórico de consumo das áreas comuns.
Com esses dados, fica mais fácil saber se o elevador realmente merece prioridade ou se existem outros responsáveis mais relevantes pela conta do condomínio, como bombas, iluminação de garagens e áreas externas, portões, piscinas, saunas ou sistemas de climatização.
Economizar no condomínio não significa deixar de usar o elevador
O elevador existe para oferecer mobilidade, conforto e acessibilidade. Por isso, a melhor estratégia de eficiência não é simplesmente reduzir seu uso a qualquer custo.
O caminho é fazer com que ele consuma apenas a energia necessária para funcionar bem.
Em alguns condomínios, isso começa com uma mudança pequena, como iluminação LED ou configuração de stand-by. Em outros, equipamentos antigos podem justificar uma modernização mais ampla. E, antes de qualquer investimento, medir o consumo ajuda a descobrir onde existe de fato oportunidade de economia.
Além de tornar os equipamentos mais eficientes, também dá para reduzir o valor pago pela energia.
Com a Metha, você continua usando energia normalmente e aproveita energia limpa e mais barata, com até 15% de desconto na conta de luz todo mês.
Sem obras, placas ou mudanças na rotina.
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