O consumo de energia residencial cresce 5,8%: entenda a alta

O consumo de energia residencial cresce 5,8%: entenda a alta

O consumo de energia residencial cresce 5,8%: entenda a alta

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As casas brasileiras estão consumindo mais eletricidade.

No segundo trimestre de 2026, o consumo residencial de energia elétrica cresceu 5,8% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Foi a maior alta entre as principais classes de consumo: o comércio avançou 4,9%, enquanto a indústria ficou praticamente estável, com crescimento de 0,2%.

E o movimento não parou em junho. Em julho, as residências consumiram 7% mais eletricidade do que no mesmo mês de 2025. Em agosto, a alta foi de 6,9%. Ou seja, o aumento observado no segundo trimestre continuou nos meses seguintes.

Por trás desses números não existe uma única explicação. Temperatura, climatização, renda, compra de eletrodomésticos, quantidade de unidades consumidoras e até o número de dias incluídos no faturamento ajudam a movimentar o consumo.

O consumo residencial acelerou em 2026

O primeiro trimestre já havia terminado no positivo, mas em um ritmo bem menor.

Segundo a EPE, o consumo residencial cresceu 1,3% entre janeiro e março de 2026, alcançando o maior volume já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica da instituição.

Nos três meses seguintes, a alta chegou a 5,8%. Os dados mensais ajudam a enxergar essa aceleração.

Em abril, o consumo das residências avançou 8,7% na comparação com abril de 2025. Maio veio com alta de 4,2% e junho, de 4,3%.

Abril foi especialmente importante para entender o que estava acontecendo dentro das casas.

O calor fez diferença no consumo de energia

Segundo a EPE, as temperaturas mais altas e a ocorrência de uma onda de calor em parte significativa do país contribuíram para o crescimento de 8,7% do consumo residencial em abril.

Com mais calor, equipamentos como ar-condicionado e ventiladores passam mais tempo ligados. A geladeira também precisa trabalhar para manter a temperatura interna diante de um ambiente mais quente.

A própria previsão climática do Inmet para abril indicava temperaturas acima da média em grande parte do Brasil, principalmente na porção centro-sul. Para Minas Gerais, a projeção apontava temperaturas até 1 °C acima da média em áreas do estado.

A relação entre clima e eletricidade não começou em 2026. No balanço de 2025, a EPE já havia associado parte do crescimento do consumo residencial às ondas de calor e de frio, que aumentaram o uso de equipamentos de climatização e aquecimento.

O ar-condicionado tem um peso cada vez maior nas casas

Entre os equipamentos ligados à temperatura, o ar-condicionado merece atenção especial.

Em estudo dedicado ao tema, a EPE já havia identificado que a presença de aparelhos de ar-condicionado nas residências brasileiras mais do que dobrou entre 2005 e 2017.

A empresa também projetou crescimento expressivo da demanda por eletricidade para climatização residencial nas décadas seguintes. Isso acontece porque, conforme mais famílias passam a ter acesso ao equipamento e as temperaturas elevadas aumentam sua utilização, o efeito aparece diretamente no consumo elétrico.

O impacto não depende apenas de quantas casas têm ar-condicionado. Depende também de quantas horas ele fica ligado, da temperatura escolhida, da eficiência do aparelho e das condições do ambiente.

Por isso, um período mais quente consegue alterar rapidamente o consumo das residências.

Renda e compra de eletrodomésticos também entram nessa conta

O clima explica uma parte da alta, mas não tudo.

Na análise de abril, a EPE também relacionou o avanço do consumo residencial à melhora das condições de emprego e renda e ao aumento na aquisição e no uso de eletrodomésticos.

Os dados do comércio ajudam a enxergar esse movimento.

Segundo o IBGE, entre janeiro e maio de 2026, o volume de vendas de eletrodomésticos cresceu 5,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Considerando os 12 meses encerrados em maio, a alta chegou a 7%.

Uma casa com mais equipamentos naturalmente cria novas possibilidades de consumo.

Não significa que todo eletrodoméstico comprado represente desperdício. Uma geladeira nova, por exemplo, pode substituir outra menos eficiente. O que muda é a quantidade de usos que passam a depender de eletricidade: climatização, cozinha, entretenimento, trabalho, limpeza e outros hábitos cotidianos.

A economia também ajuda a explicar o movimento

O segundo trimestre de 2026 aconteceu em um cenário de crescimento da atividade econômica.

Segundo a EPE, o PIB brasileiro avançou 2% em relação ao mesmo trimestre de 2025, enquanto o consumo das famílias cresceu 0,5%.

Esses indicadores não significam que o crescimento econômico se transforme automaticamente em mais eletricidade consumida dentro de casa.

Eles ajudam, porém, a compor o cenário.

Quando emprego e renda melhoram, famílias têm mais condições de adquirir equipamentos, usar serviços e manter aparelhos ligados durante mais tempo. Foi justamente essa combinação entre clima e condições econômicas que a EPE apontou ao analisar o comportamento do consumo residencial em abril.

Mais residências ligadas à rede também aumentam o consumo total

Existe outra diferença importante quando olhamos para esses números: consumo residencial do país e consumo de uma casa não são a mesma coisa.

O dado da EPE soma milhões de unidades consumidoras.

Em 2025, por exemplo, o Brasil ganhou aproximadamente 1,84 milhão de unidades consumidoras residenciais, fazendo a base chegar a 84,5 milhões. O número de consumidores cresceu 2,2% naquele ano.

Isso significa que parte do crescimento do consumo nacional acontece simplesmente porque existem mais residências conectadas à rede.

O dado de 2025 deixa essa diferença bem clara. Enquanto o consumo residencial total avançou 1,7%, o consumo médio anual por consumidor apresentou uma pequena queda de 0,3%.

Ou seja: naquele ano, o país consumiu mais eletricidade nas residências, mas isso não significou que cada casa, individualmente, estivesse gastando mais.

É por isso que os dados nacionais precisam ser lidos com contexto.

E Minas Gerais?

Minas já vinha registrando uma expansão residencial acima da média nacional antes da aceleração observada em 2026.

Segundo o Anuário Estatístico de Energia Elétrica da EPE, o consumo residencial em Minas Gerais cresceu 4,4% em 2025, enquanto a média brasileira foi de 1,7%.

Dentro do Sudeste, foi a maior expansão naquele ano. O Espírito Santo cresceu 2%, São Paulo avançou 0,5% e o Rio de Janeiro apresentou retração de 3,4%.

O dado é especialmente interessante porque mostra como o comportamento do consumo varia bastante entre estados, mesmo dentro de uma mesma região.

Clima, renda, quantidade de consumidores, características das moradias e hábitos de uso ajudam a formar essas diferenças.

Se o consumo do país aumentou, minha conta também vai aumentar?

Não necessariamente. Os números da EPE mostram o comportamento de toda a classe residencial. A sua conta depende da quantidade de eletricidade consumida na sua casa e das tarifas aplicadas à unidade.

Duas residências podem seguir movimentos completamente diferentes.

Uma família que instalou ar-condicionado e passou a utilizá-lo diariamente tende a aumentar seu consumo. Outra que substituiu equipamentos antigos por modelos mais eficientes e mudou alguns hábitos pode consumir menos no mesmo período.

É por isso que vale acompanhar o kWh da fatura, e não apenas o valor final em reais.

O preço da conta também é influenciado por tarifas, impostos, bandeiras tarifárias e outros componentes. Já o kWh mostra quanto de eletricidade aquela residência efetivamente consumiu no período faturado.

O crescimento continuou depois do segundo trimestre

Os dados mais recentes reforçam que o avanço residencial de 2026 não ficou concentrado apenas entre abril e junho.

Em julho, o consumo residencial cresceu 7% na comparação anual. Em agosto, avançou outros 6,9%, segundo a EPE.

Em agosto, o consumo nacional de todas as classes também completou o quinto mês consecutivo de crescimento na comparação com os mesmos meses de 2025.

Isso coloca as residências no centro de uma mudança importante no mercado de energia: aquilo que acontece dentro das casas tem peso cada vez maior na demanda elétrica do país.

Mais aparelhos, novas tecnologias, climatização e mudanças de hábitos transformam não apenas a conta de cada família, mas também a quantidade de energia que o sistema precisa fornecer.

Consumir mais torna a eficiência ainda mais importante

O crescimento do consumo não significa que as pessoas precisem abrir mão dos aparelhos que trazem conforto e praticidade.

Ele reforça a importância de usar melhor a energia.

Escolher equipamentos mais eficientes, observar o consumo indicado pelo Inmetro, ajustar o uso do ar-condicionado e entender quais aparelhos pesam mais na rotina ajudam a reduzir desperdícios sem transformar economia em restrição.

E também dá para pagar menos pela energia usada no dia a dia.

Com a Metha, você continua usando energia normalmente e aproveita energia limpa e mais barata, com até 15% de desconto na conta de luz todo mês.

Sem obras, placas ou mudanças na sua rotina.

Saiba mais em methaenergia.com.br

As casas brasileiras estão consumindo mais eletricidade.

No segundo trimestre de 2026, o consumo residencial de energia elétrica cresceu 5,8% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Foi a maior alta entre as principais classes de consumo: o comércio avançou 4,9%, enquanto a indústria ficou praticamente estável, com crescimento de 0,2%.

E o movimento não parou em junho. Em julho, as residências consumiram 7% mais eletricidade do que no mesmo mês de 2025. Em agosto, a alta foi de 6,9%. Ou seja, o aumento observado no segundo trimestre continuou nos meses seguintes.

Por trás desses números não existe uma única explicação. Temperatura, climatização, renda, compra de eletrodomésticos, quantidade de unidades consumidoras e até o número de dias incluídos no faturamento ajudam a movimentar o consumo.

O consumo residencial acelerou em 2026

O primeiro trimestre já havia terminado no positivo, mas em um ritmo bem menor.

Segundo a EPE, o consumo residencial cresceu 1,3% entre janeiro e março de 2026, alcançando o maior volume já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica da instituição.

Nos três meses seguintes, a alta chegou a 5,8%. Os dados mensais ajudam a enxergar essa aceleração.

Em abril, o consumo das residências avançou 8,7% na comparação com abril de 2025. Maio veio com alta de 4,2% e junho, de 4,3%.

Abril foi especialmente importante para entender o que estava acontecendo dentro das casas.

O calor fez diferença no consumo de energia

Segundo a EPE, as temperaturas mais altas e a ocorrência de uma onda de calor em parte significativa do país contribuíram para o crescimento de 8,7% do consumo residencial em abril.

Com mais calor, equipamentos como ar-condicionado e ventiladores passam mais tempo ligados. A geladeira também precisa trabalhar para manter a temperatura interna diante de um ambiente mais quente.

A própria previsão climática do Inmet para abril indicava temperaturas acima da média em grande parte do Brasil, principalmente na porção centro-sul. Para Minas Gerais, a projeção apontava temperaturas até 1 °C acima da média em áreas do estado.

A relação entre clima e eletricidade não começou em 2026. No balanço de 2025, a EPE já havia associado parte do crescimento do consumo residencial às ondas de calor e de frio, que aumentaram o uso de equipamentos de climatização e aquecimento.

O ar-condicionado tem um peso cada vez maior nas casas

Entre os equipamentos ligados à temperatura, o ar-condicionado merece atenção especial.

Em estudo dedicado ao tema, a EPE já havia identificado que a presença de aparelhos de ar-condicionado nas residências brasileiras mais do que dobrou entre 2005 e 2017.

A empresa também projetou crescimento expressivo da demanda por eletricidade para climatização residencial nas décadas seguintes. Isso acontece porque, conforme mais famílias passam a ter acesso ao equipamento e as temperaturas elevadas aumentam sua utilização, o efeito aparece diretamente no consumo elétrico.

O impacto não depende apenas de quantas casas têm ar-condicionado. Depende também de quantas horas ele fica ligado, da temperatura escolhida, da eficiência do aparelho e das condições do ambiente.

Por isso, um período mais quente consegue alterar rapidamente o consumo das residências.

Renda e compra de eletrodomésticos também entram nessa conta

O clima explica uma parte da alta, mas não tudo.

Na análise de abril, a EPE também relacionou o avanço do consumo residencial à melhora das condições de emprego e renda e ao aumento na aquisição e no uso de eletrodomésticos.

Os dados do comércio ajudam a enxergar esse movimento.

Segundo o IBGE, entre janeiro e maio de 2026, o volume de vendas de eletrodomésticos cresceu 5,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Considerando os 12 meses encerrados em maio, a alta chegou a 7%.

Uma casa com mais equipamentos naturalmente cria novas possibilidades de consumo.

Não significa que todo eletrodoméstico comprado represente desperdício. Uma geladeira nova, por exemplo, pode substituir outra menos eficiente. O que muda é a quantidade de usos que passam a depender de eletricidade: climatização, cozinha, entretenimento, trabalho, limpeza e outros hábitos cotidianos.

A economia também ajuda a explicar o movimento

O segundo trimestre de 2026 aconteceu em um cenário de crescimento da atividade econômica.

Segundo a EPE, o PIB brasileiro avançou 2% em relação ao mesmo trimestre de 2025, enquanto o consumo das famílias cresceu 0,5%.

Esses indicadores não significam que o crescimento econômico se transforme automaticamente em mais eletricidade consumida dentro de casa.

Eles ajudam, porém, a compor o cenário.

Quando emprego e renda melhoram, famílias têm mais condições de adquirir equipamentos, usar serviços e manter aparelhos ligados durante mais tempo. Foi justamente essa combinação entre clima e condições econômicas que a EPE apontou ao analisar o comportamento do consumo residencial em abril.

Mais residências ligadas à rede também aumentam o consumo total

Existe outra diferença importante quando olhamos para esses números: consumo residencial do país e consumo de uma casa não são a mesma coisa.

O dado da EPE soma milhões de unidades consumidoras.

Em 2025, por exemplo, o Brasil ganhou aproximadamente 1,84 milhão de unidades consumidoras residenciais, fazendo a base chegar a 84,5 milhões. O número de consumidores cresceu 2,2% naquele ano.

Isso significa que parte do crescimento do consumo nacional acontece simplesmente porque existem mais residências conectadas à rede.

O dado de 2025 deixa essa diferença bem clara. Enquanto o consumo residencial total avançou 1,7%, o consumo médio anual por consumidor apresentou uma pequena queda de 0,3%.

Ou seja: naquele ano, o país consumiu mais eletricidade nas residências, mas isso não significou que cada casa, individualmente, estivesse gastando mais.

É por isso que os dados nacionais precisam ser lidos com contexto.

E Minas Gerais?

Minas já vinha registrando uma expansão residencial acima da média nacional antes da aceleração observada em 2026.

Segundo o Anuário Estatístico de Energia Elétrica da EPE, o consumo residencial em Minas Gerais cresceu 4,4% em 2025, enquanto a média brasileira foi de 1,7%.

Dentro do Sudeste, foi a maior expansão naquele ano. O Espírito Santo cresceu 2%, São Paulo avançou 0,5% e o Rio de Janeiro apresentou retração de 3,4%.

O dado é especialmente interessante porque mostra como o comportamento do consumo varia bastante entre estados, mesmo dentro de uma mesma região.

Clima, renda, quantidade de consumidores, características das moradias e hábitos de uso ajudam a formar essas diferenças.

Se o consumo do país aumentou, minha conta também vai aumentar?

Não necessariamente. Os números da EPE mostram o comportamento de toda a classe residencial. A sua conta depende da quantidade de eletricidade consumida na sua casa e das tarifas aplicadas à unidade.

Duas residências podem seguir movimentos completamente diferentes.

Uma família que instalou ar-condicionado e passou a utilizá-lo diariamente tende a aumentar seu consumo. Outra que substituiu equipamentos antigos por modelos mais eficientes e mudou alguns hábitos pode consumir menos no mesmo período.

É por isso que vale acompanhar o kWh da fatura, e não apenas o valor final em reais.

O preço da conta também é influenciado por tarifas, impostos, bandeiras tarifárias e outros componentes. Já o kWh mostra quanto de eletricidade aquela residência efetivamente consumiu no período faturado.

O crescimento continuou depois do segundo trimestre

Os dados mais recentes reforçam que o avanço residencial de 2026 não ficou concentrado apenas entre abril e junho.

Em julho, o consumo residencial cresceu 7% na comparação anual. Em agosto, avançou outros 6,9%, segundo a EPE.

Em agosto, o consumo nacional de todas as classes também completou o quinto mês consecutivo de crescimento na comparação com os mesmos meses de 2025.

Isso coloca as residências no centro de uma mudança importante no mercado de energia: aquilo que acontece dentro das casas tem peso cada vez maior na demanda elétrica do país.

Mais aparelhos, novas tecnologias, climatização e mudanças de hábitos transformam não apenas a conta de cada família, mas também a quantidade de energia que o sistema precisa fornecer.

Consumir mais torna a eficiência ainda mais importante

O crescimento do consumo não significa que as pessoas precisem abrir mão dos aparelhos que trazem conforto e praticidade.

Ele reforça a importância de usar melhor a energia.

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