Belo Horizonte é uma cidade que se reconhece pelo encontro. A vida acontece na rua, nas feiras, nos bares, nos espaços culturais, nos parques e nos pequenos negócios que fazem cada bairro ter um ritmo próprio. Por isso, falar de uma BH mais sustentável também é falar sobre ocupar a cidade, valorizar o que está perto e escolher iniciativas que ajudem esse movimento a continuar.
Ao mesmo tempo, BH vive uma discussão cada vez mais concreta sobre clima, calor, arborização e adaptação urbana. Segundo a Prefeitura, programas como o BH Cidade Viva propõem infraestruturas mais verdes, corredores ecológicos, jardins de chuva, ciclovias e refúgios climáticos para enfrentar problemas como ondas de calor e inundações. A cidade também tem ações voltadas à arborização urbana, mobilidade limpa e soluções baseadas na natureza.
Neste artigo, a gente olha para Belo Horizonte a partir das escolhas que já movimentam a cidade: espaços verdes, feiras, projetos de agroecologia, brechós, iniciativas culturais, mobilidade e hábitos de consumo mais conscientes. A ideia é mostrar que uma cidade mais sustentável se constrói no cotidiano, no jeito como a gente ocupa os espaços, apoia o que está perto e fortalece iniciativas que fazem a cidade circular de um jeito mais vivo e responsável.
BH sustentável: quando a cidade também precisa se adaptar
BH é uma cidade quente, com relevo difícil, trânsito intenso, áreas muito concretadas e bairros com pouco sombreamento. Então, quando a gente fala em sustentabilidade urbana, também estamos falando de conforto, permanência na rua, drenagem, arborização e direito de circular pela cidade sem que o calor vire um obstáculo.
Veja algumas iniciativas públicas que dialogam com isso:
BH Cidade Viva: programa voltado à adaptação climática urbana, com áreas verdes, corredores ecológicos, jardins de chuva, ciclovias e refúgios climáticos.
Refúgios Climáticos: espaços públicos pensados para oferecer hidratação, resfriamento e descanso em áreas sombreadas, especialmente em períodos de calor intenso.
Jardins de chuva: estruturas que ajudam a reter e infiltrar a água no solo, reduzindo enxurradas e contribuindo para uma cidade mais permeável. Segundo a Prefeitura, BH já conta com jardins de chuva implantados em diferentes pontos, com previsão de novas unidades até o fim de 2026.
Feiras, produtores e comida local em BH
Uma das formas mais simples de consumir de um jeito mais sustentável é olhar para o que está perto. Em BH, isso passa muito pela comida: feiras, produtores, agricultura familiar, orgânicos, agroecologia e projetos que aproximam quem planta de quem compra.
Segundo a Prefeitura, a Feira de Orgânicos de Belo Horizonte comercializa hortaliças, frutas e cereais cultivados e certificados segundo os princípios da agricultura orgânica, com produtores da Região Metropolitana. A própria Prefeitura também destaca que as feiras ocupam o espaço público e fazem circular tradições da cultura alimentar por meio de encontros e trocas de saberes.
Para acompanhar e colocar no radar:
Feira de Orgânicos de BH: boa para quem quer comprar direto de produtores orgânicos da Região Metropolitana. A programação e os endereços aparecem nos canais da Prefeitura de Belo Horizonte.
Direto da Roça: programa que aproxima consumidores de produtores da agricultura familiar, evitando atravessadores e facilitando o acesso a alimentos frescos.
Feirinha Aproxima (@projetoaproxima): mistura gastronomia, produtores mineiros, música e ocupação de espaços públicos. É uma boa ponte entre comida local, cultura e convivência urbana.
Armazém do Campo (@armazemdocampobh): espaço ligado a alimentos da agricultura familiar, camponesa, orgânicos e agroecológicos.
Orgânico do Chico (@organicodochico): trabalha com orgânicos, alimentos naturais, artesanais e produtos da agricultura familiar. É uma opção para quem quer trazer essa escolha para a rotina, inclusive por meio de cestas e compras recorrentes.
Hortelões da Lagoinha (@horteloesdalagoinhac.b): projeto de agroecologia urbana que transforma vazios urbanos em espaços de cultivo, convivência e educação.
Então, olhar com mais atenção para a alimentação e escolher produtores locais, orgânicos e agroecológicos é fortalecer uma rede que já existe perto da gente. Além de reduzir a distância entre consumo e origem, ocupar a cidade e lembrar que comida também é cultura.
Brechós, moda circular e economia criativa em BH
Em vez de tratar a roupa como algo descartável, a moda circular propõe prolongar a vida útil das peças. Isso pode acontecer em brechós, bazares, feiras, consertos, trocas, customizações e garimpos. Em uma cidade com tanta produção criativa, esse movimento ganha ainda mais força.
Para acompanhar:
Circuito de Brechós (@circuitodebrechos): o projeto nasceu para fortalecer o empreendedorismo local e promover moda sustentável em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Além dos eventos, o circuito trabalha com oficinas, experiências educativas e encontros que conectam moda, reaproveitamento e pequenos negócios.
Feira Mercadoria (@feiramercadoria): ligada à Amadoria, reúne marcas autorais, artistas, pequenos negócios e iniciativas criativas. A curadoria da feira informa que projetos com pegada social ou ambiental recebem pontos a mais no processo de seleção, o que aproxima o evento de uma lógica de consumo mais consciente.
Mercado Novo (@mercadonovobh): um dos espaços mais fortes de BH quando o assunto é cultura local, gastronomia, marcas autorais e ocupação do centro. O Mercado Novo combina tradição, comércio, criação, comida e encontros, mostrando como espaços antigos podem ganhar novos usos sem perder a relação com a cidade.
Maletta Criativa (@malettacriativa): conecta brechós, acessórios, papelaria, objetos criativos e pequenos negócios em um dos endereços mais simbólicos do centro de BH.
Bazares de bairro e bazares beneficentes: também vale olhar para além dos eventos mais conhecidos. Muitos bairros têm bazares ligados a igrejas, fundações, instituições sociais e projetos comunitários. Além de encontrar peças por preços mais acessíveis, esse tipo de compra costuma apoiar iniciativas locais e dar mais tempo de vida para roupas que poderiam parar no descarte.
Cultura local também movimenta uma BH mais sustentável
Apoiar artistas locais, assistir a uma apresentação gratuita, comprar de uma marca autoral ou escolher um lugar que ajuda a manter a cidade viva, também são atitudes sustentáveis.
Alguns espaços e projetos que entram nesse mapa:
CURA (@cura.art): o Circuito Urbano de Arte nasceu em Belo Horizonte e atua com arte pública, ocupação urbana e transformação cultural. É um projeto que ajuda a mudar a paisagem da cidade e a aproximar arte, rua e convivência.
Espaço Yanã (@espacoyana): espaço no Floresta que entra nesse mapa como ponto de encontro, comida, cultura e circulação local. É o tipo de lugar que mostra como a sustentabilidade também passa por fortalecer espaços de bairro e iniciativas independentes.
Festival NUH! (@festivalnuh): festival de arte gráfica que reúne publicações independentes, arte impressa, cultura urbana e artistas que trabalham com pôsteres, zines, ilustração e experimentações gráficas. Em 2026, a programação aconteceu na Funarte MG, com entrada gratuita.
Faísca Festival (@faiscafestival): festival de publicações experimentais, arte impressa, risografia e produção gráfica independente. A edição de 2026 marcou os 10 anos do projeto e reuniu programação, feira de expositores e ações ligadas à produção editorial independente.
FAN BH (@festivalartenegra): o Festival de Arte Negra de Belo Horizonte é um dos eventos mais importantes da cidade quando o assunto é cultura negra, memória, música, teatro, dança, cinema, exposições e economia criativa. A edição de 2025 celebrou 30 anos de trajetória do festival.
JUNTA (@junta.art): feira de arte contemporânea que aproxima artistas, público e colecionadores fora da lógica mais tradicional do mercado de arte. A 13ª edição, em 2025, ocupou a Funarte MG com entrada gratuita e reuniu 64 expositores.
Mobilidade sustentável em BH: a cidade também se move nas escolhas de trajeto
Belo Horizonte não é uma cidade fácil para mobilidade. Tem morro, calor, trânsito, calçada irregular e uma dependência grande do carro e do transporte motorizado. Mesmo assim, existem movimentos importantes acontecendo.
Segundo a Prefeitura, o Pedala BH busca incentivar o uso da bicicleta na capital, criando facilidades para esse meio de transporte, que é de baixo custo, não poluente, silencioso, flexível e associado à melhoria da saúde.
A transição também aparece no transporte coletivo. Em junho de 2026, a Prefeitura homologou a licitação para compra de 100 ônibus elétricos para Belo Horizonte, com previsão de 10 veículos incorporados até o fim de 2026 e entrega gradual dos demais até meados de 2027.
Espaços de BH que já escolheram energia limpa com a Metha
Quinteiro, Pirex, Amadoria, Mauê e Pacato são alguns dos espaços que movimentam BH e já escolheram consumir energia limpa com a Metha. São bares e restaurantes que fazem parte da vida da cidade e mostram como a sustentabilidade também precisa estar nas escolhas de operação, nos bastidores, no dia a dia de quem mantém Belo Horizonte viva.
O Quinteiro (@quinteirobar): bar no Floresta, com programação, encontros, cultura pop, quintal e uma presença forte na cena de BH.
Bar Pirex (@barpirex): um bar no centro da cidade, ligado à botecagem, à gastronomia e a esse jeito muito belo-horizontino de ocupar a rua e a mesa.
Amadoria (@amadoriabh): espaço de eventos, arte, música, encontros e economia criativa no Floresta.
Mauê Empório (@maueemporio): um espaço de comida, circulação e consumo local na Cidade Nova.
Pacato (@pacatobh): restaurante que valoriza a cozinha mineira contemporânea e faz parte da cena gastronômica de BH.
No fim, uma Belo Horizonte mais sustentável não nasce de uma escolha isolada. Ela aparece quando a cidade ganha mais sombra, quando a feira valoriza quem produz, quando a roupa circula por mais tempo, quando o lixo encontra destino certo, quando a cultura local segue viva e quando a energia que mantém esses lugares funcionando também passa a fazer parte de uma escolha mais limpa, simples e acessível.
Belo Horizonte é uma cidade que se reconhece pelo encontro. A vida acontece na rua, nas feiras, nos bares, nos espaços culturais, nos parques e nos pequenos negócios que fazem cada bairro ter um ritmo próprio. Por isso, falar de uma BH mais sustentável também é falar sobre ocupar a cidade, valorizar o que está perto e escolher iniciativas que ajudem esse movimento a continuar.
Ao mesmo tempo, BH vive uma discussão cada vez mais concreta sobre clima, calor, arborização e adaptação urbana. Segundo a Prefeitura, programas como o BH Cidade Viva propõem infraestruturas mais verdes, corredores ecológicos, jardins de chuva, ciclovias e refúgios climáticos para enfrentar problemas como ondas de calor e inundações. A cidade também tem ações voltadas à arborização urbana, mobilidade limpa e soluções baseadas na natureza.
Neste artigo, a gente olha para Belo Horizonte a partir das escolhas que já movimentam a cidade: espaços verdes, feiras, projetos de agroecologia, brechós, iniciativas culturais, mobilidade e hábitos de consumo mais conscientes. A ideia é mostrar que uma cidade mais sustentável se constrói no cotidiano, no jeito como a gente ocupa os espaços, apoia o que está perto e fortalece iniciativas que fazem a cidade circular de um jeito mais vivo e responsável.
BH sustentável: quando a cidade também precisa se adaptar
BH é uma cidade quente, com relevo difícil, trânsito intenso, áreas muito concretadas e bairros com pouco sombreamento. Então, quando a gente fala em sustentabilidade urbana, também estamos falando de conforto, permanência na rua, drenagem, arborização e direito de circular pela cidade sem que o calor vire um obstáculo.
Veja algumas iniciativas públicas que dialogam com isso:
BH Cidade Viva: programa voltado à adaptação climática urbana, com áreas verdes, corredores ecológicos, jardins de chuva, ciclovias e refúgios climáticos.
Refúgios Climáticos: espaços públicos pensados para oferecer hidratação, resfriamento e descanso em áreas sombreadas, especialmente em períodos de calor intenso.
Jardins de chuva: estruturas que ajudam a reter e infiltrar a água no solo, reduzindo enxurradas e contribuindo para uma cidade mais permeável. Segundo a Prefeitura, BH já conta com jardins de chuva implantados em diferentes pontos, com previsão de novas unidades até o fim de 2026.
Feiras, produtores e comida local em BH
Uma das formas mais simples de consumir de um jeito mais sustentável é olhar para o que está perto. Em BH, isso passa muito pela comida: feiras, produtores, agricultura familiar, orgânicos, agroecologia e projetos que aproximam quem planta de quem compra.
Segundo a Prefeitura, a Feira de Orgânicos de Belo Horizonte comercializa hortaliças, frutas e cereais cultivados e certificados segundo os princípios da agricultura orgânica, com produtores da Região Metropolitana. A própria Prefeitura também destaca que as feiras ocupam o espaço público e fazem circular tradições da cultura alimentar por meio de encontros e trocas de saberes.
Para acompanhar e colocar no radar:
Feira de Orgânicos de BH: boa para quem quer comprar direto de produtores orgânicos da Região Metropolitana. A programação e os endereços aparecem nos canais da Prefeitura de Belo Horizonte.
Direto da Roça: programa que aproxima consumidores de produtores da agricultura familiar, evitando atravessadores e facilitando o acesso a alimentos frescos.
Feirinha Aproxima (@projetoaproxima): mistura gastronomia, produtores mineiros, música e ocupação de espaços públicos. É uma boa ponte entre comida local, cultura e convivência urbana.
Armazém do Campo (@armazemdocampobh): espaço ligado a alimentos da agricultura familiar, camponesa, orgânicos e agroecológicos.
Orgânico do Chico (@organicodochico): trabalha com orgânicos, alimentos naturais, artesanais e produtos da agricultura familiar. É uma opção para quem quer trazer essa escolha para a rotina, inclusive por meio de cestas e compras recorrentes.
Hortelões da Lagoinha (@horteloesdalagoinhac.b): projeto de agroecologia urbana que transforma vazios urbanos em espaços de cultivo, convivência e educação.
Então, olhar com mais atenção para a alimentação e escolher produtores locais, orgânicos e agroecológicos é fortalecer uma rede que já existe perto da gente. Além de reduzir a distância entre consumo e origem, ocupar a cidade e lembrar que comida também é cultura.
Brechós, moda circular e economia criativa em BH
Em vez de tratar a roupa como algo descartável, a moda circular propõe prolongar a vida útil das peças. Isso pode acontecer em brechós, bazares, feiras, consertos, trocas, customizações e garimpos. Em uma cidade com tanta produção criativa, esse movimento ganha ainda mais força.
Para acompanhar:
Circuito de Brechós (@circuitodebrechos): o projeto nasceu para fortalecer o empreendedorismo local e promover moda sustentável em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Além dos eventos, o circuito trabalha com oficinas, experiências educativas e encontros que conectam moda, reaproveitamento e pequenos negócios.
Feira Mercadoria (@feiramercadoria): ligada à Amadoria, reúne marcas autorais, artistas, pequenos negócios e iniciativas criativas. A curadoria da feira informa que projetos com pegada social ou ambiental recebem pontos a mais no processo de seleção, o que aproxima o evento de uma lógica de consumo mais consciente.
Mercado Novo (@mercadonovobh): um dos espaços mais fortes de BH quando o assunto é cultura local, gastronomia, marcas autorais e ocupação do centro. O Mercado Novo combina tradição, comércio, criação, comida e encontros, mostrando como espaços antigos podem ganhar novos usos sem perder a relação com a cidade.
Maletta Criativa (@malettacriativa): conecta brechós, acessórios, papelaria, objetos criativos e pequenos negócios em um dos endereços mais simbólicos do centro de BH.
Bazares de bairro e bazares beneficentes: também vale olhar para além dos eventos mais conhecidos. Muitos bairros têm bazares ligados a igrejas, fundações, instituições sociais e projetos comunitários. Além de encontrar peças por preços mais acessíveis, esse tipo de compra costuma apoiar iniciativas locais e dar mais tempo de vida para roupas que poderiam parar no descarte.
Cultura local também movimenta uma BH mais sustentável
Apoiar artistas locais, assistir a uma apresentação gratuita, comprar de uma marca autoral ou escolher um lugar que ajuda a manter a cidade viva, também são atitudes sustentáveis.
Alguns espaços e projetos que entram nesse mapa:
CURA (@cura.art): o Circuito Urbano de Arte nasceu em Belo Horizonte e atua com arte pública, ocupação urbana e transformação cultural. É um projeto que ajuda a mudar a paisagem da cidade e a aproximar arte, rua e convivência.
Espaço Yanã (@espacoyana): espaço no Floresta que entra nesse mapa como ponto de encontro, comida, cultura e circulação local. É o tipo de lugar que mostra como a sustentabilidade também passa por fortalecer espaços de bairro e iniciativas independentes.
Festival NUH! (@festivalnuh): festival de arte gráfica que reúne publicações independentes, arte impressa, cultura urbana e artistas que trabalham com pôsteres, zines, ilustração e experimentações gráficas. Em 2026, a programação aconteceu na Funarte MG, com entrada gratuita.
Faísca Festival (@faiscafestival): festival de publicações experimentais, arte impressa, risografia e produção gráfica independente. A edição de 2026 marcou os 10 anos do projeto e reuniu programação, feira de expositores e ações ligadas à produção editorial independente.
FAN BH (@festivalartenegra): o Festival de Arte Negra de Belo Horizonte é um dos eventos mais importantes da cidade quando o assunto é cultura negra, memória, música, teatro, dança, cinema, exposições e economia criativa. A edição de 2025 celebrou 30 anos de trajetória do festival.
JUNTA (@junta.art): feira de arte contemporânea que aproxima artistas, público e colecionadores fora da lógica mais tradicional do mercado de arte. A 13ª edição, em 2025, ocupou a Funarte MG com entrada gratuita e reuniu 64 expositores.
Mobilidade sustentável em BH: a cidade também se move nas escolhas de trajeto
Belo Horizonte não é uma cidade fácil para mobilidade. Tem morro, calor, trânsito, calçada irregular e uma dependência grande do carro e do transporte motorizado. Mesmo assim, existem movimentos importantes acontecendo.
Segundo a Prefeitura, o Pedala BH busca incentivar o uso da bicicleta na capital, criando facilidades para esse meio de transporte, que é de baixo custo, não poluente, silencioso, flexível e associado à melhoria da saúde.
A transição também aparece no transporte coletivo. Em junho de 2026, a Prefeitura homologou a licitação para compra de 100 ônibus elétricos para Belo Horizonte, com previsão de 10 veículos incorporados até o fim de 2026 e entrega gradual dos demais até meados de 2027.
Espaços de BH que já escolheram energia limpa com a Metha
Quinteiro, Pirex, Amadoria, Mauê e Pacato são alguns dos espaços que movimentam BH e já escolheram consumir energia limpa com a Metha. São bares e restaurantes que fazem parte da vida da cidade e mostram como a sustentabilidade também precisa estar nas escolhas de operação, nos bastidores, no dia a dia de quem mantém Belo Horizonte viva.
O Quinteiro (@quinteirobar): bar no Floresta, com programação, encontros, cultura pop, quintal e uma presença forte na cena de BH.
Bar Pirex (@barpirex): um bar no centro da cidade, ligado à botecagem, à gastronomia e a esse jeito muito belo-horizontino de ocupar a rua e a mesa.
Amadoria (@amadoriabh): espaço de eventos, arte, música, encontros e economia criativa no Floresta.
Mauê Empório (@maueemporio): um espaço de comida, circulação e consumo local na Cidade Nova.
Pacato (@pacatobh): restaurante que valoriza a cozinha mineira contemporânea e faz parte da cena gastronômica de BH.
No fim, uma Belo Horizonte mais sustentável não nasce de uma escolha isolada. Ela aparece quando a cidade ganha mais sombra, quando a feira valoriza quem produz, quando a roupa circula por mais tempo, quando o lixo encontra destino certo, quando a cultura local segue viva e quando a energia que mantém esses lugares funcionando também passa a fazer parte de uma escolha mais limpa, simples e acessível.
Belo Horizonte é uma cidade que se reconhece pelo encontro. A vida acontece na rua, nas feiras, nos bares, nos espaços culturais, nos parques e nos pequenos negócios que fazem cada bairro ter um ritmo próprio. Por isso, falar de uma BH mais sustentável também é falar sobre ocupar a cidade, valorizar o que está perto e escolher iniciativas que ajudem esse movimento a continuar.
Ao mesmo tempo, BH vive uma discussão cada vez mais concreta sobre clima, calor, arborização e adaptação urbana. Segundo a Prefeitura, programas como o BH Cidade Viva propõem infraestruturas mais verdes, corredores ecológicos, jardins de chuva, ciclovias e refúgios climáticos para enfrentar problemas como ondas de calor e inundações. A cidade também tem ações voltadas à arborização urbana, mobilidade limpa e soluções baseadas na natureza.
Neste artigo, a gente olha para Belo Horizonte a partir das escolhas que já movimentam a cidade: espaços verdes, feiras, projetos de agroecologia, brechós, iniciativas culturais, mobilidade e hábitos de consumo mais conscientes. A ideia é mostrar que uma cidade mais sustentável se constrói no cotidiano, no jeito como a gente ocupa os espaços, apoia o que está perto e fortalece iniciativas que fazem a cidade circular de um jeito mais vivo e responsável.
BH sustentável: quando a cidade também precisa se adaptar
BH é uma cidade quente, com relevo difícil, trânsito intenso, áreas muito concretadas e bairros com pouco sombreamento. Então, quando a gente fala em sustentabilidade urbana, também estamos falando de conforto, permanência na rua, drenagem, arborização e direito de circular pela cidade sem que o calor vire um obstáculo.
Veja algumas iniciativas públicas que dialogam com isso:
BH Cidade Viva: programa voltado à adaptação climática urbana, com áreas verdes, corredores ecológicos, jardins de chuva, ciclovias e refúgios climáticos.
Refúgios Climáticos: espaços públicos pensados para oferecer hidratação, resfriamento e descanso em áreas sombreadas, especialmente em períodos de calor intenso.
Jardins de chuva: estruturas que ajudam a reter e infiltrar a água no solo, reduzindo enxurradas e contribuindo para uma cidade mais permeável. Segundo a Prefeitura, BH já conta com jardins de chuva implantados em diferentes pontos, com previsão de novas unidades até o fim de 2026.
Feiras, produtores e comida local em BH
Uma das formas mais simples de consumir de um jeito mais sustentável é olhar para o que está perto. Em BH, isso passa muito pela comida: feiras, produtores, agricultura familiar, orgânicos, agroecologia e projetos que aproximam quem planta de quem compra.
Segundo a Prefeitura, a Feira de Orgânicos de Belo Horizonte comercializa hortaliças, frutas e cereais cultivados e certificados segundo os princípios da agricultura orgânica, com produtores da Região Metropolitana. A própria Prefeitura também destaca que as feiras ocupam o espaço público e fazem circular tradições da cultura alimentar por meio de encontros e trocas de saberes.
Para acompanhar e colocar no radar:
Feira de Orgânicos de BH: boa para quem quer comprar direto de produtores orgânicos da Região Metropolitana. A programação e os endereços aparecem nos canais da Prefeitura de Belo Horizonte.
Direto da Roça: programa que aproxima consumidores de produtores da agricultura familiar, evitando atravessadores e facilitando o acesso a alimentos frescos.
Feirinha Aproxima (@projetoaproxima): mistura gastronomia, produtores mineiros, música e ocupação de espaços públicos. É uma boa ponte entre comida local, cultura e convivência urbana.
Armazém do Campo (@armazemdocampobh): espaço ligado a alimentos da agricultura familiar, camponesa, orgânicos e agroecológicos.
Orgânico do Chico (@organicodochico): trabalha com orgânicos, alimentos naturais, artesanais e produtos da agricultura familiar. É uma opção para quem quer trazer essa escolha para a rotina, inclusive por meio de cestas e compras recorrentes.
Hortelões da Lagoinha (@horteloesdalagoinhac.b): projeto de agroecologia urbana que transforma vazios urbanos em espaços de cultivo, convivência e educação.
Então, olhar com mais atenção para a alimentação e escolher produtores locais, orgânicos e agroecológicos é fortalecer uma rede que já existe perto da gente. Além de reduzir a distância entre consumo e origem, ocupar a cidade e lembrar que comida também é cultura.
Brechós, moda circular e economia criativa em BH
Em vez de tratar a roupa como algo descartável, a moda circular propõe prolongar a vida útil das peças. Isso pode acontecer em brechós, bazares, feiras, consertos, trocas, customizações e garimpos. Em uma cidade com tanta produção criativa, esse movimento ganha ainda mais força.
Para acompanhar:
Circuito de Brechós (@circuitodebrechos): o projeto nasceu para fortalecer o empreendedorismo local e promover moda sustentável em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Além dos eventos, o circuito trabalha com oficinas, experiências educativas e encontros que conectam moda, reaproveitamento e pequenos negócios.
Feira Mercadoria (@feiramercadoria): ligada à Amadoria, reúne marcas autorais, artistas, pequenos negócios e iniciativas criativas. A curadoria da feira informa que projetos com pegada social ou ambiental recebem pontos a mais no processo de seleção, o que aproxima o evento de uma lógica de consumo mais consciente.
Mercado Novo (@mercadonovobh): um dos espaços mais fortes de BH quando o assunto é cultura local, gastronomia, marcas autorais e ocupação do centro. O Mercado Novo combina tradição, comércio, criação, comida e encontros, mostrando como espaços antigos podem ganhar novos usos sem perder a relação com a cidade.
Maletta Criativa (@malettacriativa): conecta brechós, acessórios, papelaria, objetos criativos e pequenos negócios em um dos endereços mais simbólicos do centro de BH.
Bazares de bairro e bazares beneficentes: também vale olhar para além dos eventos mais conhecidos. Muitos bairros têm bazares ligados a igrejas, fundações, instituições sociais e projetos comunitários. Além de encontrar peças por preços mais acessíveis, esse tipo de compra costuma apoiar iniciativas locais e dar mais tempo de vida para roupas que poderiam parar no descarte.
Cultura local também movimenta uma BH mais sustentável
Apoiar artistas locais, assistir a uma apresentação gratuita, comprar de uma marca autoral ou escolher um lugar que ajuda a manter a cidade viva, também são atitudes sustentáveis.
Alguns espaços e projetos que entram nesse mapa:
CURA (@cura.art): o Circuito Urbano de Arte nasceu em Belo Horizonte e atua com arte pública, ocupação urbana e transformação cultural. É um projeto que ajuda a mudar a paisagem da cidade e a aproximar arte, rua e convivência.
Espaço Yanã (@espacoyana): espaço no Floresta que entra nesse mapa como ponto de encontro, comida, cultura e circulação local. É o tipo de lugar que mostra como a sustentabilidade também passa por fortalecer espaços de bairro e iniciativas independentes.
Festival NUH! (@festivalnuh): festival de arte gráfica que reúne publicações independentes, arte impressa, cultura urbana e artistas que trabalham com pôsteres, zines, ilustração e experimentações gráficas. Em 2026, a programação aconteceu na Funarte MG, com entrada gratuita.
Faísca Festival (@faiscafestival): festival de publicações experimentais, arte impressa, risografia e produção gráfica independente. A edição de 2026 marcou os 10 anos do projeto e reuniu programação, feira de expositores e ações ligadas à produção editorial independente.
FAN BH (@festivalartenegra): o Festival de Arte Negra de Belo Horizonte é um dos eventos mais importantes da cidade quando o assunto é cultura negra, memória, música, teatro, dança, cinema, exposições e economia criativa. A edição de 2025 celebrou 30 anos de trajetória do festival.
JUNTA (@junta.art): feira de arte contemporânea que aproxima artistas, público e colecionadores fora da lógica mais tradicional do mercado de arte. A 13ª edição, em 2025, ocupou a Funarte MG com entrada gratuita e reuniu 64 expositores.
Mobilidade sustentável em BH: a cidade também se move nas escolhas de trajeto
Belo Horizonte não é uma cidade fácil para mobilidade. Tem morro, calor, trânsito, calçada irregular e uma dependência grande do carro e do transporte motorizado. Mesmo assim, existem movimentos importantes acontecendo.
Segundo a Prefeitura, o Pedala BH busca incentivar o uso da bicicleta na capital, criando facilidades para esse meio de transporte, que é de baixo custo, não poluente, silencioso, flexível e associado à melhoria da saúde.
A transição também aparece no transporte coletivo. Em junho de 2026, a Prefeitura homologou a licitação para compra de 100 ônibus elétricos para Belo Horizonte, com previsão de 10 veículos incorporados até o fim de 2026 e entrega gradual dos demais até meados de 2027.
Espaços de BH que já escolheram energia limpa com a Metha
Quinteiro, Pirex, Amadoria, Mauê e Pacato são alguns dos espaços que movimentam BH e já escolheram consumir energia limpa com a Metha. São bares e restaurantes que fazem parte da vida da cidade e mostram como a sustentabilidade também precisa estar nas escolhas de operação, nos bastidores, no dia a dia de quem mantém Belo Horizonte viva.
O Quinteiro (@quinteirobar): bar no Floresta, com programação, encontros, cultura pop, quintal e uma presença forte na cena de BH.
Bar Pirex (@barpirex): um bar no centro da cidade, ligado à botecagem, à gastronomia e a esse jeito muito belo-horizontino de ocupar a rua e a mesa.
Amadoria (@amadoriabh): espaço de eventos, arte, música, encontros e economia criativa no Floresta.
Mauê Empório (@maueemporio): um espaço de comida, circulação e consumo local na Cidade Nova.
Pacato (@pacatobh): restaurante que valoriza a cozinha mineira contemporânea e faz parte da cena gastronômica de BH.
No fim, uma Belo Horizonte mais sustentável não nasce de uma escolha isolada. Ela aparece quando a cidade ganha mais sombra, quando a feira valoriza quem produz, quando a roupa circula por mais tempo, quando o lixo encontra destino certo, quando a cultura local segue viva e quando a energia que mantém esses lugares funcionando também passa a fazer parte de uma escolha mais limpa, simples e acessível.








