Onde descartar lixo eletrônico, pilhas, óleo e outros resíduos em BH?

Onde descartar lixo eletrônico, pilhas, óleo e outros resíduos em BH?

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Tem uma pilha guardada na gaveta esperando um destino. Um celular antigo que ninguém sabe onde jogar fora. Uma garrafa com óleo usado de cozinha embaixo da pia. Ou aquele eletrodoméstico quebrado que ficou meses ocupando espaço porque colocar no lixo comum claramente não parece uma boa ideia.

E não é. Em Belo Horizonte, cerca de 1.800 toneladas de resíduos são recolhidas todos os dias, segundo a Prefeitura. Só que nem tudo deve seguir no caminhão do lixo ou para a coleta seletiva. Eletrônicos, pilhas, medicamentos, lâmpadas, óleo de cozinha, móveis e restos de obra têm destinos diferentes.

Saber onde levar cada um evita que materiais recicláveis sejam perdidos e, principalmente, que resíduos com componentes potencialmente perigosos acabem no solo, na água ou misturados ao lixo comum.

Para facilitar, este guia reúne os principais caminhos para fazer o descarte correto em BH.

Onde descartar cada tipo de resíduo em BH?

Antes de entrar nos detalhes, dá para guardar esta lógica:

  • eletrônicos: pontos de logística reversa da ABREE ou Green Eletron; equipamentos de informática também podem ser doados à Prodabel;

  • pilhas e baterias: pontos específicos de logística reversa;

  • óleo de cozinha: pontos e empresas de coleta de óleo usado;

  • lâmpadas: pontos de logística reversa, como os cadastrados pela Reciclus;

  • medicamentos: farmácias e drogarias participantes do sistema de logística reversa;

  • papel, plástico, metal, vidro e isopor: coleta seletiva ou Pontos Verdes da Prefeitura;

  • móveis, pneus, poda e pequenos volumes de entulho: Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes, as URPVs.

E aqui está uma diferença importante: as URPVs não recebem lixo eletrônico, pilhas, baterias, lâmpadas nem resíduos líquidos, como óleo.

Ou seja, levar tudo para o “ecoponto” mais próximo não resolve. O destino depende do material.

Onde descartar lixo eletrônico em Belo Horizonte?

Celular, notebook, teclado, monitor, impressora, carregador, cabo e outros equipamentos eletrônicos não devem ir para o lixo comum nem para a coleta seletiva tradicional.

Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR), os eletroeletrônicos fazem parte de um sistema de logística reversa. Isso significa que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes participam de uma cadeia responsável por receber esses equipamentos depois do uso e encaminhá-los para reutilização, reciclagem, tratamento ou destinação adequada.

Em BH, dois caminhos oficiais ajudam a encontrar um ponto próximo:

Green Eletron: mantém um localizador de pontos de entrega para eletrônicos, pilhas e baterias.

ABREE: permite informar o CEP e o tipo de equipamento para localizar pontos de recebimento próximos.

Vale consultar o localizador antes de sair de casa, porque o tamanho e o tipo de equipamento aceito variam entre os pontos.

Computador ou celular antigo ainda pode ganhar uma segunda vida

Se o equipamento é de informática, existe outra possibilidade em Belo Horizonte.

A Prefeitura recebe computadores, notebooks, smartphones, tablets, impressoras e componentes de informática, funcionando ou não, por meio do Programa de Inclusão Digital da Prodabel.

Os equipamentos passam pelo Centro de Recondicionamento de Computadores. O que ainda tem condições de uso é recuperado e pode ser destinado a famílias em situação de vulnerabilidade ou a projetos de inclusão digital. O que não pode ser aproveitado recebe destinação ambientalmente adequada.

A entrega presencial pode ser feita na Unidade de Inclusão Digital da Prodabel, na Rua José Clemente Pereira, 440, no bairro Ipiranga, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

O resultado dessa lógica já aparece em números. Segundo a Prefeitura, mais de 79 toneladas de resíduos eletroeletrônicos receberam destinação adequada pelo programa nos últimos anos, enquanto milhares de computadores foram recuperados para voltar ao uso.

Aqui existe uma diferença importante: a Prodabel é especializada em equipamentos de tecnologia da informação. Geladeiras, fogões, máquinas de lavar, liquidificadores, ferros de passar e outros eletrodomésticos devem seguir pelos sistemas de logística reversa específicos.

Por que não jogar eletrônicos no lixo comum?

Porque dentro de um aparelho existem materiais muito diferentes.

Plásticos, metais, placas eletrônicas, cabos, baterias e outros componentes precisam ser separados e tratados de acordo com suas características.

Segundo o SINIR, o gerenciamento inadequado de eletroeletrônicos pode provocar contaminação do solo e da água por metais pesados, dependendo da composição do produto. A manipulação incorreta de alguns desses resíduos também envolve riscos de incêndio e intoxicação.

Ao mesmo tempo, parte dos materiais continua tendo valor depois que o aparelho deixa de funcionar. A logística reversa permite recuperar componentes e matérias-primas antes que aquilo que realmente não pode ser reaproveitado receba uma destinação final adequada.

Onde descartar pilhas e baterias em BH?

Aquela gaveta cheia de pilhas usadas também tem solução.

Pilhas e baterias não devem ser colocadas junto dos metais da coleta seletiva. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, esses produtos devem seguir pela logística reversa.

O SINIR explica que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes precisam disponibilizar locais para que o consumidor devolva pilhas e baterias depois do uso. Os materiais recebidos são armazenados e, posteriormente, seguem para coleta, triagem e tratamento.

Em Belo Horizonte, o localizador da Green Eletron permite buscar pontos específicos para esse tipo de descarte.

Antes de levar uma bateria maior, como a de determinado equipamento ou veículo, vale verificar se aquele ponto aceita o modelo. Nem todo coletor destinado a pilhas domésticas recebe baterias de outros tipos.

Onde descartar óleo de cozinha usado em Belo Horizonte?

Óleo de cozinha também não vai para a pia, para o vaso sanitário, para o bueiro ou diretamente no lixo.

Depois de usado, espere o óleo esfriar e coloque-o em uma garrafa PET ou outro recipiente resistente com tampa. Quando estiver cheio, leve até um ponto de coleta.

A própria Prefeitura de Belo Horizonte mantém uma relação de locais e empresas que recebem óleo usado na capital e na Região Metropolitana.

O cuidado importa porque o óleo descartado pelo ralo se acumula nas tubulações e contribui para entupimentos. Se alcançar rios e córregos, também prejudica a qualidade da água e a vida aquática.

Depois da coleta, esse material ainda pode ganhar outros usos. Óleo vegetal usado é aproveitado como matéria-prima para produtos como sabão e biodiesel.

Ou seja: a garrafa que parece estar guardando um resíduo sem utilidade ainda contém matéria-prima.

Onde descartar lâmpadas em BH?

Lâmpadas também exigem atenção, principalmente as fluorescentes e outros modelos que contêm mercúrio.

Segundo o SINIR, essas lâmpadas não devem ser descartadas junto ao lixo comum. O sistema nacional de logística reversa utiliza pontos instalados em estabelecimentos comerciais para receber o material e encaminhá-lo para coleta, transporte, triagem e reciclagem.

A Reciclus é a entidade responsável pela operação desse sistema e mantém um localizador de pontos de entrega.

A recomendação é transportar a lâmpada inteira, evitando quebrá-la. Durante a reciclagem, materiais como vidro e componentes metálicos podem ser separados, enquanto substâncias que exigem tratamento específico seguem para destinação adequada.

Também não coloque lâmpadas de LED ou fluorescentes nos contêineres da coleta seletiva de BH. A Prefeitura inclui esses itens entre os materiais que não devem ser misturados a vidro, papel, plástico ou metal.

Onde descartar medicamentos vencidos em BH?

Medicamento vencido ou que não será mais utilizado também não deve ir para qualquer lixeira.

Em Belo Horizonte, a orientação da Prefeitura é levar esses produtos a farmácias e drogarias participantes do Sistema de Logística Reversa de Medicamentos.

O sistema existe porque medicamentos são resíduos com características químicas e biológicas que exigem tratamento específico. Segundo o SINIR, a logística reversa para medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso foi regulamentada nacionalmente pelo Decreto 10.388/2020.

A recomendação vale também para aquela limpeza periódica da farmacinha de casa. Em vez de jogar comprimidos, xaropes e outros produtos no lixo ou no vaso sanitário, separe o que venceu e procure um ponto de recebimento.

Papel, plástico, vidro e metal: onde levar os recicláveis?

Para os recicláveis mais comuns, o caminho é mais simples.

Belo Horizonte possui coleta seletiva porta a porta em parte da cidade e também coleta ponto a ponto nos chamados Pontos Verdes.

Segundo a Prefeitura, a coleta seletiva recebe materiais como:

  • papel e papelão;

  • embalagens longa vida;

  • latas e outros metais;

  • garrafas PET e outras embalagens plásticas;

  • isopor limpo;

  • garrafas, potes e outros vidros recicláveis.

Os materiais devem estar limpos e secos. No caso do vidro, é importante acondicioná-lo de forma segura para evitar acidentes durante o transporte e a coleta.

Em setembro de 2026, a lista oficial da Prefeitura reunia pontos de coleta distribuídos por diferentes regionais da cidade, incluindo locais no Centro, Barreiro e outros bairros. Como essa rede pode mudar, vale consultar o endereço atualizado antes de sair.

Para quem mora em área atendida pela coleta seletiva porta a porta, a PBH também permite consultar o serviço pelo endereço. Atualmente, ele alcança 60 bairros e mais de 556 mil pessoas.

Onde descartar móveis velhos, entulho, poda e pneus?

É aqui que entram as URPVs, as Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes da Prefeitura.

Esses espaços recebem gratuitamente pequenas quantidades de materiais que não devem ser deixados junto ao lixo domiciliar.

Segundo a SLU, podem ser levados às URPVs:

  • pequenos volumes de entulho, como tijolos, concreto e telhas sem amianto;

  • terra limpa;

  • podas;

  • madeiras;

  • metais;

  • móveis e outros objetos volumosos;

  • pneus, respeitando o limite definido pela unidade.

O limite para entulho, poda e outros pequenos volumes é de até 1 m³ por gerador por dia. Para pneus, a Prefeitura informa limite de quatro unidades por gerador ao dia.

Aqui vale reforçar: óleo, eletrônicos, pilhas, baterias e lâmpadas não são aceitos nas URPVs.

O que não vai na coleta seletiva de BH?

Separar o reciclável é importante, mas colocar o material errado no coletor também atrapalha o processo.

Segundo a SLU, não devem ir para a coleta seletiva itens como:

  • papel higiênico e guardanapos usados;

  • esponjas de aço;

  • pilhas e baterias;

  • eletroeletrônicos;

  • embalagens de produtos tóxicos;

  • espelhos;

  • cerâmicas;

  • vidros temperados;

  • lâmpadas;

  • resíduos de saúde;

  • lixo orgânico.

Cada um desses materiais tem características diferentes e alguns exigem sistemas próprios de tratamento.

Na dúvida, a melhor saída é descobrir o destino antes de colocar tudo no mesmo saco.

Como encontrar o ponto de descarte mais próximo em BH?

Como pontos de coleta podem abrir, fechar ou mudar os materiais aceitos, vale consultar os localizadores oficiais antes de sair de casa.

Para facilitar:

Eletrônicos, pilhas e baterias: consulte os localizadores da Green Eletron e da ABREE.

Computadores, celulares, tablets e outros equipamentos de informática: consulte o Programa de Inclusão Digital da Prodabel.

Lâmpadas: procure o ponto mais próximo no sistema da Reciclus.

Medicamentos: consulte os pontos de logística reversa indicados pela Prefeitura de Belo Horizonte.

Papel, plástico, metal, vidro e isopor: veja os Pontos Verdes ou consulte se o seu endereço recebe coleta seletiva porta a porta.

Entulho, poda, pneus e móveis: consulte a lista atualizada de URPVs da PBH.

Óleo de cozinha: consulte a relação de pontos e coletores disponibilizada pela Prefeitura.

Assim, você evita sair carregando uma televisão, uma sacola de lâmpadas ou uma garrafa de óleo para descobrir na porta que aquele local não recebe o material.

Descartar melhor também é usar melhor os recursos

Nem tudo que deixa de servir para uma pessoa perdeu completamente o valor.

Um computador pode ser recondicionado e chegar a outra casa. O metal de um eletrônico pode voltar para a cadeia produtiva. O óleo da cozinha pode virar matéria-prima. Papel, vidro, plástico e alumínio podem ser reciclados.

O descarte correto fecha uma parte importante desse ciclo: em vez de misturar materiais diferentes e transformar tudo em lixo, cada recurso segue para o destino em que ainda pode ser aproveitado ou tratado com segurança.

Essa lógica também vale para outras escolhas do dia a dia. Com a Metha, você continua usando energia normalmente e aproveita energia limpa e mais barata, com até 15% de desconto na conta de luz todo mês.

Sem obras, placas ou mudanças na sua rotina.

Saiba mais em methaenergia.com.br

Tem uma pilha guardada na gaveta esperando um destino. Um celular antigo que ninguém sabe onde jogar fora. Uma garrafa com óleo usado de cozinha embaixo da pia. Ou aquele eletrodoméstico quebrado que ficou meses ocupando espaço porque colocar no lixo comum claramente não parece uma boa ideia.

E não é. Em Belo Horizonte, cerca de 1.800 toneladas de resíduos são recolhidas todos os dias, segundo a Prefeitura. Só que nem tudo deve seguir no caminhão do lixo ou para a coleta seletiva. Eletrônicos, pilhas, medicamentos, lâmpadas, óleo de cozinha, móveis e restos de obra têm destinos diferentes.

Saber onde levar cada um evita que materiais recicláveis sejam perdidos e, principalmente, que resíduos com componentes potencialmente perigosos acabem no solo, na água ou misturados ao lixo comum.

Para facilitar, este guia reúne os principais caminhos para fazer o descarte correto em BH.

Onde descartar cada tipo de resíduo em BH?

Antes de entrar nos detalhes, dá para guardar esta lógica:

  • eletrônicos: pontos de logística reversa da ABREE ou Green Eletron; equipamentos de informática também podem ser doados à Prodabel;

  • pilhas e baterias: pontos específicos de logística reversa;

  • óleo de cozinha: pontos e empresas de coleta de óleo usado;

  • lâmpadas: pontos de logística reversa, como os cadastrados pela Reciclus;

  • medicamentos: farmácias e drogarias participantes do sistema de logística reversa;

  • papel, plástico, metal, vidro e isopor: coleta seletiva ou Pontos Verdes da Prefeitura;

  • móveis, pneus, poda e pequenos volumes de entulho: Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes, as URPVs.

E aqui está uma diferença importante: as URPVs não recebem lixo eletrônico, pilhas, baterias, lâmpadas nem resíduos líquidos, como óleo.

Ou seja, levar tudo para o “ecoponto” mais próximo não resolve. O destino depende do material.

Onde descartar lixo eletrônico em Belo Horizonte?

Celular, notebook, teclado, monitor, impressora, carregador, cabo e outros equipamentos eletrônicos não devem ir para o lixo comum nem para a coleta seletiva tradicional.

Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR), os eletroeletrônicos fazem parte de um sistema de logística reversa. Isso significa que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes participam de uma cadeia responsável por receber esses equipamentos depois do uso e encaminhá-los para reutilização, reciclagem, tratamento ou destinação adequada.

Em BH, dois caminhos oficiais ajudam a encontrar um ponto próximo:

Green Eletron: mantém um localizador de pontos de entrega para eletrônicos, pilhas e baterias.

ABREE: permite informar o CEP e o tipo de equipamento para localizar pontos de recebimento próximos.

Vale consultar o localizador antes de sair de casa, porque o tamanho e o tipo de equipamento aceito variam entre os pontos.

Computador ou celular antigo ainda pode ganhar uma segunda vida

Se o equipamento é de informática, existe outra possibilidade em Belo Horizonte.

A Prefeitura recebe computadores, notebooks, smartphones, tablets, impressoras e componentes de informática, funcionando ou não, por meio do Programa de Inclusão Digital da Prodabel.

Os equipamentos passam pelo Centro de Recondicionamento de Computadores. O que ainda tem condições de uso é recuperado e pode ser destinado a famílias em situação de vulnerabilidade ou a projetos de inclusão digital. O que não pode ser aproveitado recebe destinação ambientalmente adequada.

A entrega presencial pode ser feita na Unidade de Inclusão Digital da Prodabel, na Rua José Clemente Pereira, 440, no bairro Ipiranga, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

O resultado dessa lógica já aparece em números. Segundo a Prefeitura, mais de 79 toneladas de resíduos eletroeletrônicos receberam destinação adequada pelo programa nos últimos anos, enquanto milhares de computadores foram recuperados para voltar ao uso.

Aqui existe uma diferença importante: a Prodabel é especializada em equipamentos de tecnologia da informação. Geladeiras, fogões, máquinas de lavar, liquidificadores, ferros de passar e outros eletrodomésticos devem seguir pelos sistemas de logística reversa específicos.

Por que não jogar eletrônicos no lixo comum?

Porque dentro de um aparelho existem materiais muito diferentes.

Plásticos, metais, placas eletrônicas, cabos, baterias e outros componentes precisam ser separados e tratados de acordo com suas características.

Segundo o SINIR, o gerenciamento inadequado de eletroeletrônicos pode provocar contaminação do solo e da água por metais pesados, dependendo da composição do produto. A manipulação incorreta de alguns desses resíduos também envolve riscos de incêndio e intoxicação.

Ao mesmo tempo, parte dos materiais continua tendo valor depois que o aparelho deixa de funcionar. A logística reversa permite recuperar componentes e matérias-primas antes que aquilo que realmente não pode ser reaproveitado receba uma destinação final adequada.

Onde descartar pilhas e baterias em BH?

Aquela gaveta cheia de pilhas usadas também tem solução.

Pilhas e baterias não devem ser colocadas junto dos metais da coleta seletiva. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, esses produtos devem seguir pela logística reversa.

O SINIR explica que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes precisam disponibilizar locais para que o consumidor devolva pilhas e baterias depois do uso. Os materiais recebidos são armazenados e, posteriormente, seguem para coleta, triagem e tratamento.

Em Belo Horizonte, o localizador da Green Eletron permite buscar pontos específicos para esse tipo de descarte.

Antes de levar uma bateria maior, como a de determinado equipamento ou veículo, vale verificar se aquele ponto aceita o modelo. Nem todo coletor destinado a pilhas domésticas recebe baterias de outros tipos.

Onde descartar óleo de cozinha usado em Belo Horizonte?

Óleo de cozinha também não vai para a pia, para o vaso sanitário, para o bueiro ou diretamente no lixo.

Depois de usado, espere o óleo esfriar e coloque-o em uma garrafa PET ou outro recipiente resistente com tampa. Quando estiver cheio, leve até um ponto de coleta.

A própria Prefeitura de Belo Horizonte mantém uma relação de locais e empresas que recebem óleo usado na capital e na Região Metropolitana.

O cuidado importa porque o óleo descartado pelo ralo se acumula nas tubulações e contribui para entupimentos. Se alcançar rios e córregos, também prejudica a qualidade da água e a vida aquática.

Depois da coleta, esse material ainda pode ganhar outros usos. Óleo vegetal usado é aproveitado como matéria-prima para produtos como sabão e biodiesel.

Ou seja: a garrafa que parece estar guardando um resíduo sem utilidade ainda contém matéria-prima.

Onde descartar lâmpadas em BH?

Lâmpadas também exigem atenção, principalmente as fluorescentes e outros modelos que contêm mercúrio.

Segundo o SINIR, essas lâmpadas não devem ser descartadas junto ao lixo comum. O sistema nacional de logística reversa utiliza pontos instalados em estabelecimentos comerciais para receber o material e encaminhá-lo para coleta, transporte, triagem e reciclagem.

A Reciclus é a entidade responsável pela operação desse sistema e mantém um localizador de pontos de entrega.

A recomendação é transportar a lâmpada inteira, evitando quebrá-la. Durante a reciclagem, materiais como vidro e componentes metálicos podem ser separados, enquanto substâncias que exigem tratamento específico seguem para destinação adequada.

Também não coloque lâmpadas de LED ou fluorescentes nos contêineres da coleta seletiva de BH. A Prefeitura inclui esses itens entre os materiais que não devem ser misturados a vidro, papel, plástico ou metal.

Onde descartar medicamentos vencidos em BH?

Medicamento vencido ou que não será mais utilizado também não deve ir para qualquer lixeira.

Em Belo Horizonte, a orientação da Prefeitura é levar esses produtos a farmácias e drogarias participantes do Sistema de Logística Reversa de Medicamentos.

O sistema existe porque medicamentos são resíduos com características químicas e biológicas que exigem tratamento específico. Segundo o SINIR, a logística reversa para medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso foi regulamentada nacionalmente pelo Decreto 10.388/2020.

A recomendação vale também para aquela limpeza periódica da farmacinha de casa. Em vez de jogar comprimidos, xaropes e outros produtos no lixo ou no vaso sanitário, separe o que venceu e procure um ponto de recebimento.

Papel, plástico, vidro e metal: onde levar os recicláveis?

Para os recicláveis mais comuns, o caminho é mais simples.

Belo Horizonte possui coleta seletiva porta a porta em parte da cidade e também coleta ponto a ponto nos chamados Pontos Verdes.

Segundo a Prefeitura, a coleta seletiva recebe materiais como:

  • papel e papelão;

  • embalagens longa vida;

  • latas e outros metais;

  • garrafas PET e outras embalagens plásticas;

  • isopor limpo;

  • garrafas, potes e outros vidros recicláveis.

Os materiais devem estar limpos e secos. No caso do vidro, é importante acondicioná-lo de forma segura para evitar acidentes durante o transporte e a coleta.

Em setembro de 2026, a lista oficial da Prefeitura reunia pontos de coleta distribuídos por diferentes regionais da cidade, incluindo locais no Centro, Barreiro e outros bairros. Como essa rede pode mudar, vale consultar o endereço atualizado antes de sair.

Para quem mora em área atendida pela coleta seletiva porta a porta, a PBH também permite consultar o serviço pelo endereço. Atualmente, ele alcança 60 bairros e mais de 556 mil pessoas.

Onde descartar móveis velhos, entulho, poda e pneus?

É aqui que entram as URPVs, as Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes da Prefeitura.

Esses espaços recebem gratuitamente pequenas quantidades de materiais que não devem ser deixados junto ao lixo domiciliar.

Segundo a SLU, podem ser levados às URPVs:

  • pequenos volumes de entulho, como tijolos, concreto e telhas sem amianto;

  • terra limpa;

  • podas;

  • madeiras;

  • metais;

  • móveis e outros objetos volumosos;

  • pneus, respeitando o limite definido pela unidade.

O limite para entulho, poda e outros pequenos volumes é de até 1 m³ por gerador por dia. Para pneus, a Prefeitura informa limite de quatro unidades por gerador ao dia.

Aqui vale reforçar: óleo, eletrônicos, pilhas, baterias e lâmpadas não são aceitos nas URPVs.

O que não vai na coleta seletiva de BH?

Separar o reciclável é importante, mas colocar o material errado no coletor também atrapalha o processo.

Segundo a SLU, não devem ir para a coleta seletiva itens como:

  • papel higiênico e guardanapos usados;

  • esponjas de aço;

  • pilhas e baterias;

  • eletroeletrônicos;

  • embalagens de produtos tóxicos;

  • espelhos;

  • cerâmicas;

  • vidros temperados;

  • lâmpadas;

  • resíduos de saúde;

  • lixo orgânico.

Cada um desses materiais tem características diferentes e alguns exigem sistemas próprios de tratamento.

Na dúvida, a melhor saída é descobrir o destino antes de colocar tudo no mesmo saco.

Como encontrar o ponto de descarte mais próximo em BH?

Como pontos de coleta podem abrir, fechar ou mudar os materiais aceitos, vale consultar os localizadores oficiais antes de sair de casa.

Para facilitar:

Eletrônicos, pilhas e baterias: consulte os localizadores da Green Eletron e da ABREE.

Computadores, celulares, tablets e outros equipamentos de informática: consulte o Programa de Inclusão Digital da Prodabel.

Lâmpadas: procure o ponto mais próximo no sistema da Reciclus.

Medicamentos: consulte os pontos de logística reversa indicados pela Prefeitura de Belo Horizonte.

Papel, plástico, metal, vidro e isopor: veja os Pontos Verdes ou consulte se o seu endereço recebe coleta seletiva porta a porta.

Entulho, poda, pneus e móveis: consulte a lista atualizada de URPVs da PBH.

Óleo de cozinha: consulte a relação de pontos e coletores disponibilizada pela Prefeitura.

Assim, você evita sair carregando uma televisão, uma sacola de lâmpadas ou uma garrafa de óleo para descobrir na porta que aquele local não recebe o material.

Descartar melhor também é usar melhor os recursos

Nem tudo que deixa de servir para uma pessoa perdeu completamente o valor.

Um computador pode ser recondicionado e chegar a outra casa. O metal de um eletrônico pode voltar para a cadeia produtiva. O óleo da cozinha pode virar matéria-prima. Papel, vidro, plástico e alumínio podem ser reciclados.

O descarte correto fecha uma parte importante desse ciclo: em vez de misturar materiais diferentes e transformar tudo em lixo, cada recurso segue para o destino em que ainda pode ser aproveitado ou tratado com segurança.

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