Quando um pouco de arroz, uma fruta esquecida na geladeira ou o restante do almoço vai para o lixo, não é só a comida que se perde.
Antes de chegar ao prato, aquele alimento passou por uma cadeia que usou energia para produzir, colher, processar, transportar, refrigerar, armazenar e, muitas vezes, cozinhar. Se ele não é consumido, toda essa energia também foi usada sem cumprir seu objetivo final.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), os sistemas agroalimentares usam cerca de 30% da energia disponível no mundo. E a organização estima que aproximadamente 38% da energia consumida nesses sistemas está associada à produção de alimentos que acabam perdidos ou desperdiçados.
É por isso que reduzir o desperdício de comida não é só uma questão de aproveitar melhor o que foi comprado. Também é uma forma de evitar desperdício de energia, água, terra, trabalho e outros recursos usados muito antes de o alimento chegar à cozinha.
Jogar comida fora também desperdiça energia?
Sim. E essa energia começa a ser usada muito antes de a comida entrar na geladeira de casa.
Na agricultura, energia é necessária para atividades como irrigação, funcionamento de máquinas, produção e aplicação de insumos, bombeamento de água e processamento inicial. Depois da colheita, entram transporte, refrigeração, embalagem, armazenamento, transformação industrial e distribuição.
A cadeia continua no supermercado, no restaurante e dentro de casa, com geladeiras, freezers, fornos, fogões e outros equipamentos utilizados para conservar e preparar o alimento.
Quando a comida é descartada, não existe uma forma de recuperar toda essa energia já usada. Ela fica incorporada a um produto que foi produzido, movimentado e preparado, mas não chegou a ser consumido.
Essa ideia é chamada, em alguns estudos, de energia incorporada: a energia acumulada ao longo das diferentes etapas necessárias para colocar um produto à disposição de quem vai consumi-lo.
Onde a energia é usada antes de o alimento chegar à sua casa?
É fácil associar alimentação à energia usada para cozinhar. Mas o fogão é apenas uma das últimas etapas de uma cadeia bem maior.
Segundo a FAO, cerca de 70% da energia consumida pelos sistemas agroalimentares acontece depois da produção agrícola, em atividades como transporte, processamento, embalagem, armazenamento, distribuição e comercialização.
Isso significa que um alimento pode continuar acumulando consumo energético depois de
sair do campo.
Leite precisa ser refrigerado e processado. Grãos passam por secagem, beneficiamento e transporte. Produtos congelados dependem de uma cadeia de frio desde a indústria até o supermercado. Frutas e hortaliças precisam chegar rapidamente aos centros de distribuição e pontos de venda para manter a qualidade.
Em produtos industrializados, ainda entram processos de transformação, equipamentos, embalagens e novas etapas logísticas.
Por isso, quando um alimento chega à cozinha, boa parte da energia necessária para colocá-lo ali já foi consumida.
O desperdício acontece só dentro de casa?
Não. Alimentos podem ser perdidos ou desperdiçados em praticamente toda a cadeia, mas os termos ajudam a entender onde isso acontece.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, as perdas estão mais associadas às etapas de produção, armazenamento, embalagem e transporte. Já o desperdício aparece principalmente no varejo e no consumo, quando alimentos disponíveis para comer acabam descartados.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) estima que, em 2022, 1,05 bilhão de toneladas de alimentos foram desperdiçadas no mundo. Esse volume representa quase um quinto dos alimentos disponíveis ao consumidor.
As casas tiveram o maior peso nessa conta: 60% do desperdício ocorreu nos domicílios, enquanto os serviços de alimentação responderam por 28% e o varejo por 12%.
Na média global calculada pelo PNUMA, cada pessoa desperdiçou cerca de 79 kg de alimentos por ano dentro de casa.
E quanto alimento é desperdiçado no Brasil?
O Brasil ainda está avançando na construção de uma medição nacional contínua e comparável do desperdício de alimentos. Por isso, números produzidos por pesquisas diferentes precisam ser lidos considerando metodologia, cidade e tipo de resíduo analisado.
A II Estratégia Intersetorial para a Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos, do Governo Federal, cita um estudo apoiado pelo PNUMA e pelo Ministério do Meio Ambiente no Rio de Janeiro que encontrou uma taxa próxima de 77 kg de alimentos descartados por pessoa ao ano. Dados preliminares coletados posteriormente em São Paulo, Brasília e Osasco apresentaram valores semelhantes.
A estratégia brasileira também prevê ampliar justamente a qualidade dos dados sobre perdas e desperdício, além de trabalhar prevenção, redistribuição de alimentos e melhor aproveitamento dos resíduos orgânicos.
Ou seja, ainda não existe um único número capaz de resumir o desperdício de todas as famílias brasileiras. Mas os levantamentos já deixam claro que uma parcela relevante da comida comprada e preparada termina descartada.
Quando a comida pronta vai para o lixo, o desperdício de energia aumenta?
Nesse caso, o alimento já percorreu praticamente toda a cadeia e ganhou mais uma etapa: o preparo.
Pense em uma panela de arroz que foi produzida no campo, beneficiada, embalada, transportada, armazenada no supermercado, levada para casa e finalmente cozida. Se parte desse arroz é descartada depois da refeição, também foi desperdiçada a energia usada no fogão ou na panela elétrica para prepará-lo.
O mesmo raciocínio vale para alimentos assados, congelados, refrigerados ou preparados durante horas.
Isso não quer dizer que devemos evitar cozinhar ou conservar os alimentos para gastar menos energia. Pelo contrário: preparo e armazenamento adequados são importantes para a segurança alimentar e ajudam a fazer a comida durar mais.
O desperdício aparece quando toda essa sequência de recursos é utilizada e, no fim, o alimento ainda poderia ser consumido, mas vai para o lixo.
A geladeira gasta energia, mas também ajuda a evitar desperdício?
Sim. Esse é um bom exemplo de como a discussão sobre energia e alimentação não se resume a simplesmente desligar equipamentos.
A refrigeração consome eletricidade, mas também amplia a vida útil de muitos alimentos, reduz riscos à saúde e evita perdas que aconteceriam se a cadeia de frio fosse interrompida.
Segundo a FAO, cerca de 526 milhões de toneladas de alimentos são perdidas ou desperdiçadas por falta de refrigeração adequada. A organização estima ainda que tecnologias de cadeia de frio poderiam evitar 144 milhões de toneladas de desperdício por ano em países em desenvolvimento.
O objetivo, portanto, não é usar menos refrigeração a qualquer custo. É refrigerar de forma eficiente e armazenar os alimentos corretamente para que a energia usada pela geladeira cumpra sua função: conservar a comida até o momento do consumo.
Uma geladeira eficiente, bem regulada e organizada pode fazer parte da solução, e não do problema.
Desperdiçar alimentos também aumenta as emissões?
Sim, e o impacto acontece em duas frentes.
Primeiro, existem as emissões geradas durante produção, processamento, transporte, refrigeração e preparo de uma comida que não será consumida.
Depois, há o próprio descarte. Quando resíduos orgânicos vão para aterros ou lixões e se decompõem em condições com pouco oxigênio, podem gerar metano, um gás de efeito estufa.
Segundo o PNUMA, as perdas e o desperdício de alimentos estão associados a cerca de 8% a 10% das emissões globais de gases de efeito estufa.
É por isso que o impacto ambiental de uma comida jogada fora não começa na lixeira. Ele acompanha todo o caminho daquele alimento e continua depois do descarte.
Como desperdiçar menos comida e energia no dia a dia?
A maior parte das mudanças começa antes de a comida sobrar no prato. Planejamento de compra, armazenamento e aproveitamento ajudam a impedir que o alimento percorra toda a cadeia para acabar esquecido ou descartado em casa.
Alguns cuidados ajudam:
• planejar as refeições antes de fazer compras;
• conferir geladeira, freezer e despensa antes de comprar mais alimentos;
• servir porções menores e repetir quando necessário;
• armazenar cada alimento da forma adequada;
• organizar a geladeira para deixar visíveis os itens que precisam ser consumidos primeiro;
• acompanhar a data de validade e seguir as orientações de conservação do fabricante;
• reaproveitar sobras com segurança em novas preparações;
• congelar porções quando perceber que não serão consumidas a tempo.
A Embrapa destaca que reduzir perdas e desperdício depende de cuidados ao longo de toda a cadeia, incluindo armazenamento correto, refrigeração, transporte adequado e mudança de hábitos dos consumidores.
No fim, aproveitar melhor a comida também significa aproveitar melhor a energia que já foi usada para colocá-la na mesa.
E, dentro de casa, também dá para olhar para a energia consumida no preparo, na refrigeração e em toda a rotina da cozinha. Com a Metha, você continua usando energia normalmente e aproveita energia limpa e mais barata, com até 15% de desconto na conta de luz todo mês. Tudo sem obras, placas solares ou mudanças na sua rotina.
Saiba mais em methaenergia.com.br
Quando um pouco de arroz, uma fruta esquecida na geladeira ou o restante do almoço vai para o lixo, não é só a comida que se perde.
Antes de chegar ao prato, aquele alimento passou por uma cadeia que usou energia para produzir, colher, processar, transportar, refrigerar, armazenar e, muitas vezes, cozinhar. Se ele não é consumido, toda essa energia também foi usada sem cumprir seu objetivo final.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), os sistemas agroalimentares usam cerca de 30% da energia disponível no mundo. E a organização estima que aproximadamente 38% da energia consumida nesses sistemas está associada à produção de alimentos que acabam perdidos ou desperdiçados.
É por isso que reduzir o desperdício de comida não é só uma questão de aproveitar melhor o que foi comprado. Também é uma forma de evitar desperdício de energia, água, terra, trabalho e outros recursos usados muito antes de o alimento chegar à cozinha.
Jogar comida fora também desperdiça energia?
Sim. E essa energia começa a ser usada muito antes de a comida entrar na geladeira de casa.
Na agricultura, energia é necessária para atividades como irrigação, funcionamento de máquinas, produção e aplicação de insumos, bombeamento de água e processamento inicial. Depois da colheita, entram transporte, refrigeração, embalagem, armazenamento, transformação industrial e distribuição.
A cadeia continua no supermercado, no restaurante e dentro de casa, com geladeiras, freezers, fornos, fogões e outros equipamentos utilizados para conservar e preparar o alimento.
Quando a comida é descartada, não existe uma forma de recuperar toda essa energia já usada. Ela fica incorporada a um produto que foi produzido, movimentado e preparado, mas não chegou a ser consumido.
Essa ideia é chamada, em alguns estudos, de energia incorporada: a energia acumulada ao longo das diferentes etapas necessárias para colocar um produto à disposição de quem vai consumi-lo.
Onde a energia é usada antes de o alimento chegar à sua casa?
É fácil associar alimentação à energia usada para cozinhar. Mas o fogão é apenas uma das últimas etapas de uma cadeia bem maior.
Segundo a FAO, cerca de 70% da energia consumida pelos sistemas agroalimentares acontece depois da produção agrícola, em atividades como transporte, processamento, embalagem, armazenamento, distribuição e comercialização.
Isso significa que um alimento pode continuar acumulando consumo energético depois de
sair do campo.
Leite precisa ser refrigerado e processado. Grãos passam por secagem, beneficiamento e transporte. Produtos congelados dependem de uma cadeia de frio desde a indústria até o supermercado. Frutas e hortaliças precisam chegar rapidamente aos centros de distribuição e pontos de venda para manter a qualidade.
Em produtos industrializados, ainda entram processos de transformação, equipamentos, embalagens e novas etapas logísticas.
Por isso, quando um alimento chega à cozinha, boa parte da energia necessária para colocá-lo ali já foi consumida.
O desperdício acontece só dentro de casa?
Não. Alimentos podem ser perdidos ou desperdiçados em praticamente toda a cadeia, mas os termos ajudam a entender onde isso acontece.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, as perdas estão mais associadas às etapas de produção, armazenamento, embalagem e transporte. Já o desperdício aparece principalmente no varejo e no consumo, quando alimentos disponíveis para comer acabam descartados.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) estima que, em 2022, 1,05 bilhão de toneladas de alimentos foram desperdiçadas no mundo. Esse volume representa quase um quinto dos alimentos disponíveis ao consumidor.
As casas tiveram o maior peso nessa conta: 60% do desperdício ocorreu nos domicílios, enquanto os serviços de alimentação responderam por 28% e o varejo por 12%.
Na média global calculada pelo PNUMA, cada pessoa desperdiçou cerca de 79 kg de alimentos por ano dentro de casa.
E quanto alimento é desperdiçado no Brasil?
O Brasil ainda está avançando na construção de uma medição nacional contínua e comparável do desperdício de alimentos. Por isso, números produzidos por pesquisas diferentes precisam ser lidos considerando metodologia, cidade e tipo de resíduo analisado.
A II Estratégia Intersetorial para a Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos, do Governo Federal, cita um estudo apoiado pelo PNUMA e pelo Ministério do Meio Ambiente no Rio de Janeiro que encontrou uma taxa próxima de 77 kg de alimentos descartados por pessoa ao ano. Dados preliminares coletados posteriormente em São Paulo, Brasília e Osasco apresentaram valores semelhantes.
A estratégia brasileira também prevê ampliar justamente a qualidade dos dados sobre perdas e desperdício, além de trabalhar prevenção, redistribuição de alimentos e melhor aproveitamento dos resíduos orgânicos.
Ou seja, ainda não existe um único número capaz de resumir o desperdício de todas as famílias brasileiras. Mas os levantamentos já deixam claro que uma parcela relevante da comida comprada e preparada termina descartada.
Quando a comida pronta vai para o lixo, o desperdício de energia aumenta?
Nesse caso, o alimento já percorreu praticamente toda a cadeia e ganhou mais uma etapa: o preparo.
Pense em uma panela de arroz que foi produzida no campo, beneficiada, embalada, transportada, armazenada no supermercado, levada para casa e finalmente cozida. Se parte desse arroz é descartada depois da refeição, também foi desperdiçada a energia usada no fogão ou na panela elétrica para prepará-lo.
O mesmo raciocínio vale para alimentos assados, congelados, refrigerados ou preparados durante horas.
Isso não quer dizer que devemos evitar cozinhar ou conservar os alimentos para gastar menos energia. Pelo contrário: preparo e armazenamento adequados são importantes para a segurança alimentar e ajudam a fazer a comida durar mais.
O desperdício aparece quando toda essa sequência de recursos é utilizada e, no fim, o alimento ainda poderia ser consumido, mas vai para o lixo.
A geladeira gasta energia, mas também ajuda a evitar desperdício?
Sim. Esse é um bom exemplo de como a discussão sobre energia e alimentação não se resume a simplesmente desligar equipamentos.
A refrigeração consome eletricidade, mas também amplia a vida útil de muitos alimentos, reduz riscos à saúde e evita perdas que aconteceriam se a cadeia de frio fosse interrompida.
Segundo a FAO, cerca de 526 milhões de toneladas de alimentos são perdidas ou desperdiçadas por falta de refrigeração adequada. A organização estima ainda que tecnologias de cadeia de frio poderiam evitar 144 milhões de toneladas de desperdício por ano em países em desenvolvimento.
O objetivo, portanto, não é usar menos refrigeração a qualquer custo. É refrigerar de forma eficiente e armazenar os alimentos corretamente para que a energia usada pela geladeira cumpra sua função: conservar a comida até o momento do consumo.
Uma geladeira eficiente, bem regulada e organizada pode fazer parte da solução, e não do problema.
Desperdiçar alimentos também aumenta as emissões?
Sim, e o impacto acontece em duas frentes.
Primeiro, existem as emissões geradas durante produção, processamento, transporte, refrigeração e preparo de uma comida que não será consumida.
Depois, há o próprio descarte. Quando resíduos orgânicos vão para aterros ou lixões e se decompõem em condições com pouco oxigênio, podem gerar metano, um gás de efeito estufa.
Segundo o PNUMA, as perdas e o desperdício de alimentos estão associados a cerca de 8% a 10% das emissões globais de gases de efeito estufa.
É por isso que o impacto ambiental de uma comida jogada fora não começa na lixeira. Ele acompanha todo o caminho daquele alimento e continua depois do descarte.
Como desperdiçar menos comida e energia no dia a dia?
A maior parte das mudanças começa antes de a comida sobrar no prato. Planejamento de compra, armazenamento e aproveitamento ajudam a impedir que o alimento percorra toda a cadeia para acabar esquecido ou descartado em casa.
Alguns cuidados ajudam:
• planejar as refeições antes de fazer compras;
• conferir geladeira, freezer e despensa antes de comprar mais alimentos;
• servir porções menores e repetir quando necessário;
• armazenar cada alimento da forma adequada;
• organizar a geladeira para deixar visíveis os itens que precisam ser consumidos primeiro;
• acompanhar a data de validade e seguir as orientações de conservação do fabricante;
• reaproveitar sobras com segurança em novas preparações;
• congelar porções quando perceber que não serão consumidas a tempo.
A Embrapa destaca que reduzir perdas e desperdício depende de cuidados ao longo de toda a cadeia, incluindo armazenamento correto, refrigeração, transporte adequado e mudança de hábitos dos consumidores.
No fim, aproveitar melhor a comida também significa aproveitar melhor a energia que já foi usada para colocá-la na mesa.
E, dentro de casa, também dá para olhar para a energia consumida no preparo, na refrigeração e em toda a rotina da cozinha. Com a Metha, você continua usando energia normalmente e aproveita energia limpa e mais barata, com até 15% de desconto na conta de luz todo mês. Tudo sem obras, placas solares ou mudanças na sua rotina.
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