O que faz um prédio ser sustentável?
Ter painéis solares ajuda, mas a resposta passa por muito mais coisas. Quanto de água aquele edifício consome, o destino dos resíduos, a presença de áreas verdes e até a existência de estrutura para quem chega de bicicleta entram nessa conta.
Em Belo Horizonte, existe uma certificação municipal criada justamente para avaliar esse conjunto: o Selo BH Sustentável.
O programa reconhece empreendimentos públicos e privados, residenciais, comerciais e industriais que adotam medidas para reduzir impactos ambientais. Na versão atual, os critérios estão divididos em cinco dimensões: permeabilidade e vegetação, energia, água, mobilidade e resíduos.
E essas escolhas importam para muito além de um único endereço. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o setor de edifícios e construção responde por cerca de 37% das emissões globais de CO₂. Isso coloca a forma como construímos, reformamos e usamos os prédios no centro da discussão sobre cidades mais sustentáveis.
O que é o Selo BH Sustentável?
O Selo BH Sustentável é o programa de certificação ambiental da Prefeitura de Belo Horizonte.
A participação é voluntária. Para receber a certificação, o empreendimento precisa comprovar medidas sustentáveis e atingir uma pontuação mínima definida pela Prefeitura.
Atualmente, existem quatro níveis:
Bronze: a partir de 100 pontos, com ações em pelo menos três dimensões;
Prata: a partir de 125 pontos, também com pelo menos três dimensões;
Ouro: a partir de 150 pontos, com ações em pelo menos quatro dimensões;
Diamante: a partir de 175 pontos, com medidas nas cinco dimensões avaliadas.
A Prefeitura também verifica as soluções apresentadas. O processo envolve documentação técnica, memorial descritivo, registros das medidas implementadas e avaliação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Ou seja, não basta dizer que um prédio é sustentável. É preciso mostrar o que foi feito.
Energia: um prédio eficiente vai além das placas solares
A energia é uma das cinco dimensões avaliadas pelo Selo BH Sustentável. E a lista de medidas mostra como a eficiência energética envolve várias escolhas.
Segundo os critérios da Prefeitura, entram na pontuação soluções como iluminação LED, sensores de presença, elevadores inteligentes ou com sistema regenerativo, geração fotovoltaica e uso de energia proveniente de fazendas solares. Também há pontos para sistemas solares de aquecimento de água.
Isso significa que um prédio pode trabalhar a eficiência de duas formas ao mesmo tempo: reduzir a quantidade de energia necessária para funcionar e escolher fontes mais limpas para atender à demanda que permanece.
Um exemplo está na sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, o BDMG, em Belo Horizonte.
O banco instalou sua primeira unidade fotovoltaica no prédio em 2020. O projeto começou com 96 módulos e foi ampliado posteriormente. Em 2024, segundo o Relatório de Sustentabilidade do próprio BDMG, o sistema produziu 37,5 mil kWh de energia renovável no local.
O edifício também utiliza iluminação LED e trabalha com outras medidas de eficiência energética e gestão ambiental.
Água: economizar também passa pelo projeto do prédio
A água é outra dimensão importante.
Entre as medidas reconhecidas pelo Selo BH Sustentável estão captação de água da chuva, reaproveitamento de águas residuárias para usos não potáveis, torneiras com fechamento automático, arejadores, descargas de duplo acionamento e sistemas automatizados de irrigação.
A lógica é reduzir o uso de água potável onde ela não é necessária.
A água da chuva, por exemplo, pode ser aproveitada em determinadas atividades que não exigem água própria para consumo humano. O mesmo vale para sistemas de reúso devidamente projetados.
Também existe economia nos detalhes. Uma torneira que reduz a vazão ou uma descarga que permite escolher o volume utilizado parece uma mudança pequena isoladamente. Em um prédio com dezenas ou centenas de pessoas circulando todos os dias, o efeito se multiplica.
Na sede do BDMG, a gestão da água inclui manutenção preventiva, sensores automáticos e acompanhamento do consumo, segundo o relatório mais recente da instituição.
Um prédio antigo também pode se tornar mais sustentável?
Sim. E essa é uma parte interessante da história de Belo Horizonte.
Sustentabilidade não depende apenas de construir edifícios novos. Prédios que já existem podem passar por retrofit, uma modernização da estrutura e dos sistemas para melhorar seu desempenho.
A sede do Banco Central em Belo Horizonte é um exemplo.
O edifício foi construído na década de 1970 e passou por um processo de modernização voltado, entre outros objetivos, à eficiência energética e ao consumo de água. O Banco Central registrou oficialmente que as ações para a modernização da unidade de BH foram aprovadas no grau Ouro do Selo BH Sustentável, contemplando água, energia e resíduos.
O caso mostra uma diferença importante: tornar as cidades mais sustentáveis não significa substituir todos os prédios antigos.
Em uma cidade consolidada como Belo Horizonte, melhorar aquilo que já está construído é parte fundamental dessa transformação.
Vegetação e permeabilidade também fazem parte de um prédio sustentável
Nem toda solução está dentro do edifício.
O Selo BH Sustentável também avalia o quanto o terreno permite a infiltração da água no solo e a presença de vegetação.
Entre os critérios estão aumento da área permeável, implantação de jardins, presença de árvores, paredes verdes e medidas voltadas à biodiversidade.
Essas soluções ganham importância em cidades muito impermeabilizadas.
Quando grande parte do solo está coberta por asfalto, concreto e edificações, a água da chuva encontra menos espaço para infiltrar. Áreas permeáveis ajudam a absorver parte dessa água e reduzem o volume que segue imediatamente para ruas e sistemas de drenagem.
A vegetação também contribui para criar sombra e melhorar as condições térmicas ao redor dos prédios.
Por isso, sustentabilidade urbana não termina na porta do edifício. A relação dele com o terreno e com o espaço ao redor também entra na avaliação.
E a bicicleta também conta
Pode parecer estranho encontrar bicicletas em uma certificação de edifícios, mas existe uma razão.
A forma como as pessoas chegam a um prédio também gera impactos.
Por isso, a dimensão de mobilidade do Selo BH Sustentável prevê pontos para bicicletários, vagas destinadas a bicicletas, vestiários de apoio a ciclistas e pontos de recarga para veículos elétricos.
Em edifícios comerciais e industriais, por exemplo, a presença de um vestiário ajuda a tornar a bicicleta uma opção mais viável para quem precisa percorrer distâncias maiores até o trabalho.
Já a infraestrutura para recarga acompanha outro movimento das cidades: o crescimento da mobilidade elétrica.
Um prédio sustentável, nesse caso, não olha apenas para o que acontece entre suas paredes. Também tenta facilitar formas de deslocamento com menor impacto.
Para onde vai o lixo de um prédio sustentável?
O destino dos resíduos também vale pontos.
Entre os critérios da Prefeitura estão a implantação de planos de gerenciamento de resíduos, criação de pontos de logística reversa, ações de educação ambiental e separação de recicláveis com comprovação da destinação para reciclagem.
O BDMG oferece um exemplo concreto.
A instituição mantém coleta seletiva e instalou ecopontos internos para receber pilhas, baterias e materiais eletrônicos levados pelos funcionários. O edifício também já operou um sistema de compostagem de resíduos orgânicos, com produção de húmus e biofertilizante utilizados nos jardins.
É uma mudança de lógica: o prédio deixa de tratar tudo o que sai dele como um único tipo de lixo.
Cada material passa a ter um destino mais adequado.
O primeiro Selo BH Sustentável da versão reformulada
Em outubro de 2023, a Prefeitura entregou a primeira certificação após a reformulação do programa.
O Sistema Ocemg, que reúne organizações do cooperativismo mineiro, recebeu o Selo BH Sustentável na categoria Bronze.
Segundo a Prefeitura, a instituição alcançou os critérios necessários a partir de medidas ambientais em pelo menos três das dimensões analisadas.
Entre as práticas divulgadas pelo próprio Sistema Ocemg estão ações relacionadas a gestão ambiental, resíduos e redução de impactos das atividades da organização.
A certificação também mostra que o programa não se restringe a grandes projetos arquitetônicos.
Empresas, condomínios e organizações que ocupam edifícios já existentes também podem reorganizar sua operação e implementar medidas que reduzam consumo e desperdício.
Um prédio sustentável precisa fazer tudo isso?
Não necessariamente. A própria estrutura do Selo BH Sustentável permite diferentes combinações.
Um empreendimento pode trabalhar muito bem energia, água e resíduos e receber uma determinada categoria. Outro pode incluir também mobilidade e vegetação e alcançar uma pontuação maior.
É justamente por isso que existem os níveis Bronze, Prata, Ouro e Diamante.O nível Diamante é o único que exige ações nas cinco dimensões.
Essa lógica reconhece uma realidade das cidades: cada prédio tem limitações diferentes.
Um edifício antigo no Centro pode não ter espaço disponível para criar grandes áreas permeáveis, mas consegue modernizar iluminação, reduzir o consumo de água e melhorar a gestão de resíduos.
Já um novo empreendimento pode incorporar essas escolhas desde o projeto.
Prédio sustentável é necessariamente um prédio novo?
Não. Os exemplos de Belo Horizonte mostram justamente o contrário.
A sede do Banco Central passou por retrofit. O prédio do BDMG foi construído na década de 1970 e recebeu ao longo do tempo novas soluções de eficiência, geração solar e gestão de resíduos.
Isso importa porque grande parte dos edifícios que estarão sendo usados nas próximas décadas já existe hoje.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, metade dos edifícios que existirão em 2050 ainda será construída ou reformada até lá. As escolhas feitas nessas novas construções e reformas terão impacto direto sobre consumo de energia, emissões e qualidade de vida nas cidades.
A reforma de um prédio, portanto, também pode ser uma oportunidade de reduzir seu impacto.
Sustentabilidade também passa pela energia que mantém o prédio funcionando
Um edifício pode reduzir desperdícios com LED, sensores, equipamentos eficientes e sistemas bem dimensionados. Depois disso, ainda existe a energia necessária para manter elevadores, iluminação, computadores, climatização e toda a rotina funcionando.
E essa energia também pode ser mais limpa.
Com a Metha, empresas, condomínios e consumidores continuam usando energia normalmente e aproveitam energia limpa e mais barata, com desconto sobre o consumo.
Sem obras ou instalação de placas no imóvel.
Saiba mais em methaenergia.com.br
O que faz um prédio ser sustentável?
Ter painéis solares ajuda, mas a resposta passa por muito mais coisas. Quanto de água aquele edifício consome, o destino dos resíduos, a presença de áreas verdes e até a existência de estrutura para quem chega de bicicleta entram nessa conta.
Em Belo Horizonte, existe uma certificação municipal criada justamente para avaliar esse conjunto: o Selo BH Sustentável.
O programa reconhece empreendimentos públicos e privados, residenciais, comerciais e industriais que adotam medidas para reduzir impactos ambientais. Na versão atual, os critérios estão divididos em cinco dimensões: permeabilidade e vegetação, energia, água, mobilidade e resíduos.
E essas escolhas importam para muito além de um único endereço. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o setor de edifícios e construção responde por cerca de 37% das emissões globais de CO₂. Isso coloca a forma como construímos, reformamos e usamos os prédios no centro da discussão sobre cidades mais sustentáveis.
O que é o Selo BH Sustentável?
O Selo BH Sustentável é o programa de certificação ambiental da Prefeitura de Belo Horizonte.
A participação é voluntária. Para receber a certificação, o empreendimento precisa comprovar medidas sustentáveis e atingir uma pontuação mínima definida pela Prefeitura.
Atualmente, existem quatro níveis:
Bronze: a partir de 100 pontos, com ações em pelo menos três dimensões;
Prata: a partir de 125 pontos, também com pelo menos três dimensões;
Ouro: a partir de 150 pontos, com ações em pelo menos quatro dimensões;
Diamante: a partir de 175 pontos, com medidas nas cinco dimensões avaliadas.
A Prefeitura também verifica as soluções apresentadas. O processo envolve documentação técnica, memorial descritivo, registros das medidas implementadas e avaliação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Ou seja, não basta dizer que um prédio é sustentável. É preciso mostrar o que foi feito.
Energia: um prédio eficiente vai além das placas solares
A energia é uma das cinco dimensões avaliadas pelo Selo BH Sustentável. E a lista de medidas mostra como a eficiência energética envolve várias escolhas.
Segundo os critérios da Prefeitura, entram na pontuação soluções como iluminação LED, sensores de presença, elevadores inteligentes ou com sistema regenerativo, geração fotovoltaica e uso de energia proveniente de fazendas solares. Também há pontos para sistemas solares de aquecimento de água.
Isso significa que um prédio pode trabalhar a eficiência de duas formas ao mesmo tempo: reduzir a quantidade de energia necessária para funcionar e escolher fontes mais limpas para atender à demanda que permanece.
Um exemplo está na sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, o BDMG, em Belo Horizonte.
O banco instalou sua primeira unidade fotovoltaica no prédio em 2020. O projeto começou com 96 módulos e foi ampliado posteriormente. Em 2024, segundo o Relatório de Sustentabilidade do próprio BDMG, o sistema produziu 37,5 mil kWh de energia renovável no local.
O edifício também utiliza iluminação LED e trabalha com outras medidas de eficiência energética e gestão ambiental.
Água: economizar também passa pelo projeto do prédio
A água é outra dimensão importante.
Entre as medidas reconhecidas pelo Selo BH Sustentável estão captação de água da chuva, reaproveitamento de águas residuárias para usos não potáveis, torneiras com fechamento automático, arejadores, descargas de duplo acionamento e sistemas automatizados de irrigação.
A lógica é reduzir o uso de água potável onde ela não é necessária.
A água da chuva, por exemplo, pode ser aproveitada em determinadas atividades que não exigem água própria para consumo humano. O mesmo vale para sistemas de reúso devidamente projetados.
Também existe economia nos detalhes. Uma torneira que reduz a vazão ou uma descarga que permite escolher o volume utilizado parece uma mudança pequena isoladamente. Em um prédio com dezenas ou centenas de pessoas circulando todos os dias, o efeito se multiplica.
Na sede do BDMG, a gestão da água inclui manutenção preventiva, sensores automáticos e acompanhamento do consumo, segundo o relatório mais recente da instituição.
Um prédio antigo também pode se tornar mais sustentável?
Sim. E essa é uma parte interessante da história de Belo Horizonte.
Sustentabilidade não depende apenas de construir edifícios novos. Prédios que já existem podem passar por retrofit, uma modernização da estrutura e dos sistemas para melhorar seu desempenho.
A sede do Banco Central em Belo Horizonte é um exemplo.
O edifício foi construído na década de 1970 e passou por um processo de modernização voltado, entre outros objetivos, à eficiência energética e ao consumo de água. O Banco Central registrou oficialmente que as ações para a modernização da unidade de BH foram aprovadas no grau Ouro do Selo BH Sustentável, contemplando água, energia e resíduos.
O caso mostra uma diferença importante: tornar as cidades mais sustentáveis não significa substituir todos os prédios antigos.
Em uma cidade consolidada como Belo Horizonte, melhorar aquilo que já está construído é parte fundamental dessa transformação.
Vegetação e permeabilidade também fazem parte de um prédio sustentável
Nem toda solução está dentro do edifício.
O Selo BH Sustentável também avalia o quanto o terreno permite a infiltração da água no solo e a presença de vegetação.
Entre os critérios estão aumento da área permeável, implantação de jardins, presença de árvores, paredes verdes e medidas voltadas à biodiversidade.
Essas soluções ganham importância em cidades muito impermeabilizadas.
Quando grande parte do solo está coberta por asfalto, concreto e edificações, a água da chuva encontra menos espaço para infiltrar. Áreas permeáveis ajudam a absorver parte dessa água e reduzem o volume que segue imediatamente para ruas e sistemas de drenagem.
A vegetação também contribui para criar sombra e melhorar as condições térmicas ao redor dos prédios.
Por isso, sustentabilidade urbana não termina na porta do edifício. A relação dele com o terreno e com o espaço ao redor também entra na avaliação.
E a bicicleta também conta
Pode parecer estranho encontrar bicicletas em uma certificação de edifícios, mas existe uma razão.
A forma como as pessoas chegam a um prédio também gera impactos.
Por isso, a dimensão de mobilidade do Selo BH Sustentável prevê pontos para bicicletários, vagas destinadas a bicicletas, vestiários de apoio a ciclistas e pontos de recarga para veículos elétricos.
Em edifícios comerciais e industriais, por exemplo, a presença de um vestiário ajuda a tornar a bicicleta uma opção mais viável para quem precisa percorrer distâncias maiores até o trabalho.
Já a infraestrutura para recarga acompanha outro movimento das cidades: o crescimento da mobilidade elétrica.
Um prédio sustentável, nesse caso, não olha apenas para o que acontece entre suas paredes. Também tenta facilitar formas de deslocamento com menor impacto.
Para onde vai o lixo de um prédio sustentável?
O destino dos resíduos também vale pontos.
Entre os critérios da Prefeitura estão a implantação de planos de gerenciamento de resíduos, criação de pontos de logística reversa, ações de educação ambiental e separação de recicláveis com comprovação da destinação para reciclagem.
O BDMG oferece um exemplo concreto.
A instituição mantém coleta seletiva e instalou ecopontos internos para receber pilhas, baterias e materiais eletrônicos levados pelos funcionários. O edifício também já operou um sistema de compostagem de resíduos orgânicos, com produção de húmus e biofertilizante utilizados nos jardins.
É uma mudança de lógica: o prédio deixa de tratar tudo o que sai dele como um único tipo de lixo.
Cada material passa a ter um destino mais adequado.
O primeiro Selo BH Sustentável da versão reformulada
Em outubro de 2023, a Prefeitura entregou a primeira certificação após a reformulação do programa.
O Sistema Ocemg, que reúne organizações do cooperativismo mineiro, recebeu o Selo BH Sustentável na categoria Bronze.
Segundo a Prefeitura, a instituição alcançou os critérios necessários a partir de medidas ambientais em pelo menos três das dimensões analisadas.
Entre as práticas divulgadas pelo próprio Sistema Ocemg estão ações relacionadas a gestão ambiental, resíduos e redução de impactos das atividades da organização.
A certificação também mostra que o programa não se restringe a grandes projetos arquitetônicos.
Empresas, condomínios e organizações que ocupam edifícios já existentes também podem reorganizar sua operação e implementar medidas que reduzam consumo e desperdício.
Um prédio sustentável precisa fazer tudo isso?
Não necessariamente. A própria estrutura do Selo BH Sustentável permite diferentes combinações.
Um empreendimento pode trabalhar muito bem energia, água e resíduos e receber uma determinada categoria. Outro pode incluir também mobilidade e vegetação e alcançar uma pontuação maior.
É justamente por isso que existem os níveis Bronze, Prata, Ouro e Diamante.O nível Diamante é o único que exige ações nas cinco dimensões.
Essa lógica reconhece uma realidade das cidades: cada prédio tem limitações diferentes.
Um edifício antigo no Centro pode não ter espaço disponível para criar grandes áreas permeáveis, mas consegue modernizar iluminação, reduzir o consumo de água e melhorar a gestão de resíduos.
Já um novo empreendimento pode incorporar essas escolhas desde o projeto.
Prédio sustentável é necessariamente um prédio novo?
Não. Os exemplos de Belo Horizonte mostram justamente o contrário.
A sede do Banco Central passou por retrofit. O prédio do BDMG foi construído na década de 1970 e recebeu ao longo do tempo novas soluções de eficiência, geração solar e gestão de resíduos.
Isso importa porque grande parte dos edifícios que estarão sendo usados nas próximas décadas já existe hoje.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, metade dos edifícios que existirão em 2050 ainda será construída ou reformada até lá. As escolhas feitas nessas novas construções e reformas terão impacto direto sobre consumo de energia, emissões e qualidade de vida nas cidades.
A reforma de um prédio, portanto, também pode ser uma oportunidade de reduzir seu impacto.
Sustentabilidade também passa pela energia que mantém o prédio funcionando
Um edifício pode reduzir desperdícios com LED, sensores, equipamentos eficientes e sistemas bem dimensionados. Depois disso, ainda existe a energia necessária para manter elevadores, iluminação, computadores, climatização e toda a rotina funcionando.
E essa energia também pode ser mais limpa.
Com a Metha, empresas, condomínios e consumidores continuam usando energia normalmente e aproveitam energia limpa e mais barata, com desconto sobre o consumo.
Sem obras ou instalação de placas no imóvel.
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